Alckmin vai negociar com Dilma para que trem-bala não pare em aeroportos

Ligação Campinas-capital-Guarulhos seria por trens rápidos, a 160 km/h; mesmo sistema atingiria Sorocaba, Santos e S. J. dos Campos

Rodrigo Burgarelli, Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2010 | 00h00

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vai negociar com o governo federal e a equipe de transição de Dilma Rousseff (PT) mudanças no traçado do Trem de Alta Velocidade (TAV). O próximo governo paulista quer que o TAV deixe de passar pelos Aeroportos de Viracopos (Campinas) e Cumbica (Guarulhos). A ligação deles com São Paulo seria feita por um trem expresso separado, que trafegaria a 160 km/h.

O atual traçado do TAV prevê ligar Campinas ao Rio, passando obrigatoriamente por São Paulo e por Cumbica no caminho. Mas, para a equipe que trabalha na transição do governo estadual, a melhor maneira de organizar o transporte entre os dois aeroportos e São Paulo é por meio de um trem regional, que poderia ser mais barato e ter saídas mais frequentes.

A ideia é que o TAV saia de São Paulo e, no caminho para o Rio, só tenha paradas depois da Região Metropolitana. A iniciativa privada seria responsável pela construção e administração da linha, que custaria por volta de R$ 3,5 bilhões. "O valor é três vezes menor que o custo do TAV estimado para o trecho, de cerca de R$ 10 bilhões", disse Jurandir Fernandes, ex-secretário de Transportes Metropolitanos na gestão anterior de Alckmin e líder da equipe de transição.

Segundo Jurandir, outros trens regionais cujos estudos foram iniciados na atual gestão devem sair nos próximos anos. Além da linha entre os aeroportos, as prioridades são, pela ordem, as ligações São Paulo-São José dos Campos, São Paulo-Sorocaba e São Paulo-Santos.

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