Alckmin vai até Dilma para discutir investimentos em água

Governador de São Paulo tem reunião marcada com presidente da República na segunda-feira; recursos para obras hídricas e trens serão discutidos

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2014 | 10h14

 SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSBD) viaja para Brasília (DF), na segunda-feira, 10, para se reunir com a presidente Dilma Rousseff (PT) e discutir a crise hídrica em São Paulo além de investimentos em  linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). 

"Nós temos inúmeros temas e um desses é mobilidade e o outro é a questão da água, do saneamento. Nós temos um conjunto de obras sendo executadas", afirmou o governador, na manhã deste sábado, 8, durante uma campanha de vacinação contra sarampo e poliomelite no Parque da Água Branca, zona oeste da capital.

Alckmin deve pedir ajuda do governo Federal para executar obras prometidas por ele ao longo da estiagem severa que atinge São Paulo. Entre elas está a que vai transformar 2 mil litros por segundo de esgoto em água de reúso para ser jogada na Represa Guarapiranga, na zona sul. Tem um conjunto de obras e a participação do Governo Federal é importante. Ou pelo Orçamento Geral da União ou por financiamento, que também ajuda", disse Alckmin. 

Ele também vai levar para a presidente a questão da transposição de 5 mil litros por segundo da Bacia do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira. Na quarta-feira, 5, o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, afirmou que a transposição está próxima e é "tecnicamente viável". 

O governador voltou a repetir que está interligando os sistemas de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo para diminuir pela metade a dependência do Cantareira. Ele disse novamente que antes da crise sistema liberava 33 mil litros por segundo de água para o abastecimento. Hoje, de acordo com ele, são cerca de 19 mil litros por segundo. A redução veio de uma resolução conjunta entre a Agência Nacional de Águas (ANA), órgão federal, e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), assinada em julho. 

Transporte e estradas. 

A CPTM também está na pauta da reunião entre o governador e a presidente. "Já temos vários convênios assinados para mobilidade urbana e é só liberar o recurso", disse o Alckmin. Segundo ele, parte dos R$ 400 milhões para a construção da Linha 13-Jade. Na última terça-feira, 4, o tucano anunciou um novo prazo para a linha que vai ligar São Paulo ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. Antes prevista para 2014, o trecho só deve ser entregue em 2016. 

Após a reunião, Alckmin viaja para os Estados Unidos. Em Nova York o governador assina um financiamento da ordem de R$ 770 milhões para investir em rodovias. Ao todo, de acordo com ele, serão 12 lotes. Entre eles está a requalificação da Rodovia Rio-Santos (SP-055).

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