Alckmin tira escolta de presos da PM

O governador Geraldo Alckmin anunciou ontem, durante seminário na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), que vai transferir a escolta de presos para agentes de escolta subordinados à Secretaria de Administração Penitenciária.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2011 | 00h00

Em setembro do ano passado, resolução da Secretaria da Segurança Pública (SSP) havia determinado que os policiais militares seriam os responsáveis pela transferência e pelo transporte de presos para atendimentos médicos e audiências.

A tarefa cabia aos policiais civis e, na época, a SSP justificou a medida dizendo que pretendia reforçar as investigações nas delegacias paulistas. Os policiais militares, contudo, perderam cerca de 4 mil homens no patrulhamento das ruas. De acordo com o governo, diariamente, 900 policiais são deslocados para a atividade.

"Nós criamos agentes de escolta e vigilância, por lei. Os de vigilância de muralhas de presídios assumiram, são quase 4 mil e foram um sucesso, deu certo, liberando 4 mil PMs para as ruas. A escolta não foi implementada", disse Alckmin. "Defendemos a teleconferência, reduzir o número de escoltas, economizando muito dinheiro. A outra (necessidade) é introduzir gradualmente os agentes de escolta, para também liberarmos os policiais para agentes de rua."

Dados da criminalidade. O comandante da Polícia Militar, Álvaro Batista Camilo, defendeu ontem a divulgação dos dados de criminalidade, anunciada pelo governo do Estado: "No início, serão divulgados por delegacia - mais de 1,6 mil no Estado coincidem com as áreas das companhias da PM. No futuro, estudamos dar acesso por bairro."

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