Reprodução/Facebook
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Alckmin reprova críticas da PM aos black blocs em rede social

Governador pede para que secretário de Segurança reoriente equipe a postar apenas publicações informativas no Facebook

Felipe Resk e Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

13 Janeiro 2015 | 13h11

Atualizado às 15h45

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) reprovou as manifestações da Polícia Militar que compararam black blocs à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A corporação tem usado as redes sociais para publicar imagens críticas à atitude dos "vândalos" durante a manifestação contra o aumento da passagem no transporte público, ocorrida na última sexta, 9.

Segundo o governador, foi feito um pedido ao secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, para reorientar os servidores para que não publiquem mensagens com juízo de valor na internet."As páginas oficiais de serviço público sempre devem ter caráter mais informativo", disse Alckmin.

A exemplo do que houve durante os protestos na Copa do Mundo, a Polícia Militar registrou vídeos dos atos de vandalismo na última sexta-feira, 9, para se defender de críticas sobre abusos no uso de bombas de gás e balas de borracha. O material foi compartilhado na página oficial da corporação no Facebook, que conta com mais de 570 mil seguidores.

Em uma montagem publicada durante a manifestação contra o aumento da tarifa no transporte público, a PM juntou imagens de black blocs e de uma rebelião do PCC, com a legenda "Qual a diferença? Vandalismo é crime!", conforme mostrou o site "Ponte". A postagem recebeu mais de 1 mil curtidas e cerca de 185 compartilhamento até as 15h desta terça, 13.

Alguns vídeos também foram divulgados na rede social, em que adeptos da tática black bloc aparecem atacando agências bancárias e andando nas ruas com pedras nas mãos. Com ironia, as legendas diziam: "'Jovens' se deslocando", "'Jovens' em prática esportiva" e "Democracia do black bloc".

No Facebook, a Polícia Militar afirma que os black blocs são "criminosos infiltrados em meio às pessoas de bem que reivindicam um Brasil melhor". Diz ainda que a corporação apoia "o direito de manifestar-se", mas repudia "ações criminosas". Em outra imagem compartilhada, mais uma crítica: "Quem manifesta-se pacificamente não precisa ficar mascarado". 

A reportagem do Estado procurou por telefone a coronel Maria Aparecida Yamamoto, chefe do Centro de Comunicação Social da PM, mas não conseguiu contatá-la. A sala de imprensa da PM solicitou que os questionamentos sejam feitos por e-mail.

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