Para reduzir vítimas, SP vai fazer mapa da violência no trânsito

Governo do Estado quer reunir estatísticas de diferentes órgãos para corrigir defasagem e elaborar políticas contra acidentes

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 15h50

SÃO PAULO - O governo Geraldo Alckmin (PSDB) lançou nesta quinta-feira, 20, um programa para desenvolver um mapa da violência no trânsito e tentar reduzir o número de vítimas no Estado. O projeto autoriza o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) a assinar convênios com prefeituras e, entre outras medidas, prevê a implementação de um banco de dados reunindo informações sobre acidentes.

Atualmente, o governo estadual trabalha com dados do Datasus, que têm defasagem de dois anos, para elaborar políticas de prevenção a acidentes de trânsito. Segundo esses dados, 6.564 pessoas morreram e 38.140 foram internadas por causa dos acidentes em 2013. As principais vítimas são os pedestres, que representam 27% do total, seguido de motocicletas (24%) e automóveis (20%).

Uma das propostas previstas pelo programa Movimento Estadual de Segurança no Trânsito é um banco de dados para centralizar informações coletadas por diversos órgãos, como a Polícia Militar Rodoviária, o Detran, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e as companhias de engenharia de tráfego dos municípios. O objetivo é tornar os dados mais precisos e facilitar o diagnósticas das causas de acidentes.

"A primeira causa de mortalidade, no mundo inteiro, é o coração. A segunda é câncer. A terceira não é doença, é uma causa externa. E maior causa externa de morte em São Paulo é acidente rodoviário", afirmou o governador Geraldo Alckmin, durante o lançamento do programa no Palácio dos Bandeirantes, zona sul da capital.

"Autorizamos o Detran a assinar convênio com as prefeituras porque a maioria dos acidentes ou é dentro da cidade ou nas proximidades, em rodovias", disse Alckmin. Com o mapa da violência de trânsito, o governo pretende eliminar pontos críticos em vias e rodovias, com implantação de passarelas, redutores de velocidade e rotatórias.

Estão previstas ainda campanhas educativas, além da ampliação do Grupo de Resgates e Atenção às Urgências e Emergência (Grau), a "tropa de elite" do resgate médico em São Paulo. A entrega do Centro de Trauma do Estado, na capital, que está em fase de projeto, também foi incluído no programa. O valor estimado das obras no hospital é de R$ 80 milhões.

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