Alckmin promete ajudar Samu a socorrer vítimas de PMs

Desde terça-feira, 8, policias estão proibidos de socorrer pessoas baleadas e levá-las a hospitais

Bruno Ribeiro, de O Estado de S. Paulo - atualizado às 16h15,

09 Janeiro 2013 | 13h20

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou na manhã desta quarta-feira, 9, que vai "ajudar" o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) caso o órgão - que opera em parceria entre prefeituras, Estado e governo federal - precise de auxílio ao socorrer vítimas de crimes atendidas pela Polícia Militar. Ele, no entanto, não deu detalhes de como será o auxílio.

Desde terça-feira, 8, policias estão proibidos de socorrer pessoas baleadas e levá-las a hospitais. A ordem, agora, é de que os PMs chamem o socorro do Samu ou do Resgate do Corpo de Bombeiros e preservem o local para perícia.

Alckmin procurou ressaltar que a medida não é uma tentativa de impedir que policiais suspeitos de execução alterarem o local do crime a fim de esconder evidências que possam comprometê-los. "A medida não tem nada a ver com a questão policial. Quer dar socorro médico adequado em caso de trauma, violência. E preservar o local do crime", afirmou.

Críticos da medida afirmam que a regra pode trazer o risco de que alguma vítima morra à espera de socorro. O governador, que também é médico, afirmou que o assunto foi debatido com especialistas e que o objetivo é trazer um atendimento com mais qualidade. "Você tem, através do Samu ou do Corpo de Bombeiros, especialistas para fazer o atendimento e a remoção dos pacientes. Você tem maca, ambulância, sistema de socorro, paramédicos, pessoal que só faz isso."

A promessa de ajuda foi feita quando o governador foi lembrado de que algumas cidades do Estado não tem o Samu plenamente instalado.

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