Alckmin prevê dois anos sem racionamento

Nível do Sistema Cantareira caiu mais uma vez, para 10,1%, menor nível registrado na história

O Estado de S.Paulo

05 Maio 2014 | 02h04

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que não prevê racionamento de água na Grande São Paulo, mesmo com as quedas do nível armazenado no Sistema Cantareira. "Nós esperamos que não tenha nem este ano nem o ano que vem."

O nível do volume útil (a porção da água que fica acima do nível das comportas) do manancial responsável por 47% do abastecimento da Região Metropolitana caiu para 10,1% ontem, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Trata-se de um novo recorde histórico e um índice 0,2 ponto porcentual abaixo do registrado anteontem. Em 4 de maio do ano passado, o volume era de 62,4%.

A partir do dia 15 será bombeada água do chamado "volume morto" (abaixo das comportas) da principal represa do Cantareira, a Jaguari-Jacareí. A Sabesp também intensificou a captação em outras fontes, como o Sistema Alto Tietê, e deu andamento a projetos em regiões mais distantes, como o Sistema São Lourenço, no interior.

Conta. O governo informou na quinta-feira que a Agência Reguladora de Saneamento e Energia (Arsesp) aprovou a proposta da multa de 30% para quem elevar o consumo de água na Grande São Paulo. A medida está sendo avaliada pela Procuradoria-Geral. A intenção é começar a multar em junho, a partir do consumo medido em maio. O cálculo será feito a partir da média do consumo mensal de 2013. Além disso, a Sabesp dá desconto para clientes que reduzam o consumo de água.

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