Alckmin pede que centrais sindicais não paralisem serviços essenciais

Metroviários decidirão na noite desta quarta, 10, se aderem às paralisações previstas para esta quinta

Tiago Dantas, O Estado de S. Paulo

10 Julho 2013 | 12h39

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) recomendou às centrais sindicais que não façam greve em serviços essenciais, como o Metrô, nesta quinta-feira, 11. Os sindicatos estão preparando uma série de passeatas e paralisações em todo o País como parte do Dia Nacional de Lutas. Os metroviários decidirão a adesão à greve em assembleia marcada para a noite desta quarta, 10.

"Como você substitui um sistema que transporte de 5 milhões de passageiros por dia?", perguntou Alckmin, fazendo referência ao Metrô. "Mesmo que se coloque um sistema de ônibus, ele nunca é adequado. Então todo o esforço é para que não haja nenhuma paralisação."

Serviços essenciais não deveriam nunca ser objeto de greve, na opinião do governador. "Você perde a razão, pois prejudica quem precisa do serviço. Há inúmeras maneiras de se fazer uma manifestação sem prejudicar a população."

A Polícia Militar recebeu a orientação de acompanhar os manifestantes para "garantir a segurança de quem está nos protestos e, de outro lado, para a cidade funcionar, o transporte funcionar", disse Alckmin. "Não é um trabalho fácil. Uma hora a polícia recebe críticas porque agiu demais. Outra hora porque agiu de menos. Mas no geral tem agido adequadamente."

O governador afirmou, ainda, que saúda a manifestação dos trabalhadores, desde que não haja vandalismo e não atrapalhe o direito de ir e vir das outras pessoas. Segundo ele, protestos como este demonstram que a população quer melhorar o ambiente político e econômico do País.

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