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Alckmin nega ter esperado eleições para reajustar conta de água

Aumento da conta de água vai ser definido pela Arsesp; agência havia autorizado um reajuste em abril que não foi aplicado

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

15 de novembro de 2014 | 17h27

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) negou que o reajuste na conta de água tenha sido solicitado um mês após as eleições por motivações políticas. “O último reajuste foi em dezembro de 2013, não vamos fazer aumento de seis em seis meses”, afirmou, durante a inauguração da Estação Fradique Coutinho neste sábado, 15.

Em abril, a Sabesp havia recebido autorização da Agência Reguladora de Saneamento e Energia (Arsesp) para reajustar em 5,44% da tarifa, mas optou por adiar a decisão. Em nota, a companhia sinalizou que pretende aumento acima do valor anterior, que deve ser acrescido de um percentual com base na inflação.

Em meio à crise hídrica - em especial no Sistema Cantareira, que abastece a maior parte da Grande São Paulo - a companhia decidiu apostar no bônus de 30% para diminuir o consumo. Segundo a Sabesp, o programa teve um impacto de R$ 127 milhões, o que afetou o resultado da companhia, juntamente com a queda de 4,6% no volume faturado total até novembro.

Por causa da crise, a companhia deixou de lucrar R$ 383,5 milhões, considerando apenas o terceiro trimestre de 2014. O resultado representa um recuo de 80% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com o recálculo das tarifas, o aumento já entraria em vigor em 1.º de dezembro. Os conselheiros da Arsesp devem votar o pedido de reconsideração até o fim desta semana.

Racionamento. O governador também voltou a negar a adoção de racionamento de água em São Paulo. Segundo afirma, a medida representaria dois erros. O primeiro, técnico. “Quando o sistema é fechado, a pressão zera. Você tem perda física (da água) pela diferença de pressão”, afirmou. Já o segundo seria social. “Água não é como energia elétrica, que é acionada automaticamente. Demora para chegar para quem está na ponta, então não há necessidade.”

Alckmin afirmou, ainda, que a dependência do Sistema Cantareira será menor no próximo ano. “Historicamente, se retirava entre 30 e 33 metros cúbicos por segundo do Cantareira. Em 2015, serão 18 metros cúbicos por segundo, quase a metade”, disse. Entre as medidas, está o aumento da vazão no Sistema Guarapiranga. “Até o final deste mês, teremos mais 1 m³ por segundo do Guarapiranga, substituindo o Cantareira.”

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