Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Alckmin inicia obra da primeira estação da Linha 6 do Metrô

Assinatura de contrato para construção ocorreu há quase dois anos; previsão do governo é de que operações comecem em 2020

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2015 | 14h33

SÃO PAULO - A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) deu início nesta terça-feira, 22, à primeira estação da futura Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo, a Freguesia do Ó, na zona norte, um ano e nove meses após a assinatura do contrato para construção do ramal. Em abril, o governo estadual havia começado as obras no poço de ventilação, também na zona norte, a partir do qual dois tatuzões escavarão túneis em direções distintas.

O governo Alckmin prevê que todas as 15 estações, em um total de 15,3 quilômetros, sejam entregues simultaneamente em 2020 pela Concessionária Move São Paulo, responsável pelas obras. A estimativa na época da assinatura do contrato, contudo, era que os trens já operassem em 2018.

"O prazo de concessão é de 25 anos: cinco para construção da obra e 20 para operação. É interesse do próprio concessionário garantir, porque quanto mais cedo entregar mais cedo começa a operar", afirmou o governador.

O valor da obra é de R$ 9,6 bilhões - exceto desapropriações, que serão bancadas pelo governo. "Esta é uma PPP (Parceria Público-Privada) integral. Não é mais uma PPP que um faz a obra, o outro compra o trem e outro opera. Aqui, o concessionário constrói a linha, as estações, compra o trem, instala sinalização e tecnologia e opera", disse Alckmin.

Entre as dificuldades encontradas para executar a obra, está justamente a desapropriação de imóveis em áreas incluídas na Linha 6, que vai ligar a Vila Brasilândia, na zona norte, à Estação São Joaquim, na Liberdade, centro. Das 371 ações expropriatórias, o governo detém apenas 160 mandados de posse, cerca de 43,1% do total.

Outros 44 imóveis na região da Estação Vila Cardoso também devem ser desapropriados, e o governo já admite que os custos, anteriormente previstos em R$ 670 milhões, devem passar de R$ 1 bilhão. "A gente imagina que, no mais tardar entre junho e julho, teremos todas as desapropriações liberadas", disse o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni.

Freguesia do Ó. Com quatro andares subterrâneos, a Estação da Freguesia do Ó terá capacidade para transportar 15 mil passageiros por dia. No projeto, ela está localizada entre as futuras Estações João Paulo I e Santa Marina.

A Linha 6-Laranja também contará com as Estações Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba, Sesc Pompeia, Perdizes, PUC/Cardoso de Almeida, Angélica/Pacaembu, 14 Bis e Bela Vista. Além dessas, haverá quatro pontos de conexão com outros ramais: a Estação Água Branca (Linha 7-Rubi e Linha 8-Diamante, da CPTM), a Higienópolis/Mackenzie (Linha 4-Amarela do Metrô) e São Joaquim (Linha 1-Azul do Metrô).

Linha 4-Amarela. Alckmin afirmou que deve lançar em duas semanas a nova licitação das obras da Linha 4-Amarela do Metrô, suspensas em julho após rompimento de contrato com o Consórcio Isolux-Corsán-Corviam por atraso.

"Encaminhamos o novo edital para o Banco Mundial, o Bird, que deve aprová-lo nos próximos dez, 15 dias. Logo depois nós vamos publicar o edital, uma concorrência pública internacional", disse. A previsão é que as obras sejam retomadas até seis meses após a divulgação da concorrência.  

O ramal, que começou a ser construído em 2004, tinha conclusão prevista para 2014, mas as Estações Higienópolis/Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo/Morumbi e Vila Sônia ainda não foram entregues. "Higienópolis/Mackenzie e Oscar Freire estão bem adiantadas, até um ano e meio (do reinício das obras ficam) prontas. Morumbi e Vila Sônia, serão 24 meses", afirmou o governador. 

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