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Alckmin inaugura Delegacia da Mulher 24 horas e reforça equipes

Objetivo é garantir que as vítimas de violência doméstica tenham atendimento especializado logo após o crime

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

22 Agosto 2016 | 22h15

A Polícia Civil inaugurou nesta segunda-feira, 22, a primeira Delegacia de Defesa da Mulher do Estado que vai funcionar 24 horas. O objetivo é garantir que as vítimas de violência doméstica tenham atendimento especializado logo após o crime.

A delegacia fica no centro da capital, na Rua Doutor Bittencourt Rodrigues. Na madrugada, terá uma delegada, dois investigadores e um escrivão para atender as vítimas. Durante o dia, terá o reforço de equipes para investigar os crimes. Ao todo, sete delegadas vão trabalhar na 1.ªDDM.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que a prioridade será dar o tratamento adequado às vítimas. “Teremos o trabalho de prevenção, investigação e punição, conduzido por policiais especializados”, disse. Ainda neste ano, Campinas deve ganhar a segunda Delegacia da Mulher da cidade, mas que não vai funcionar 24 horas. O Estado tem 132 DDMs - a primeira foi inaugurada em 1985, no centro de São Paulo.

Para o secretário da Segurança Pública, Mágino Alves, a delegacia vai priorizar o bom atendimento à mulher vítima de violência doméstica. “A mulher chega no distrito emocionalmente abalada. É preciso que ela se sinta recepcionada ao ambiente. O termo correto é acolher a vítima.”

Titular. A delegada Giovanna Valenti Clemente tem 22 anos de carreira na Polícia Civil e é a titular da DDM. Ela já passou por vários departamentos da corporação e está, desde abril, na Delegacia da Mulher. “Temos o desafio aqui de atender bem e, principalmente, concluir as investigações. A vítima tem de saber que terá uma resposta da lei. Isso é o que vai garantir a perda do receio de denunciar.”

Segundo o secretário Mágino Alves, a inauguração da DDM 24 horas só foi possível graças às novas delegadas que passaram no último concurso público. Elas receberam treinamento especializado e aulas específicas na Academia de Polícia, como atendimento ao público e direitos humanos.

O Estado tem a menor taxa de homicídios contra mulheres do País, com 2,7 assassinatos por 100 mil habitantes, segundo a pasta da Segurança. No primeiro semestre deste ano, somente a Polícia Civil solicitou 2.420 medidas protetivas para mulheres vítimas de violência. No ano passado, foram 1.617.

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