Alckmin: há 'grande investigação' sobre depredação em protestos

Segundo o governador, essa apuração 'está caminhando' e deve trazer 'novidades'

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2013 | 15h56

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta segunda-feira, 28, que "uma grande investigação" está sendo feita pela Polícia Civil para avaliar casos de depredações nas grandes manifestações que têm como palco a capital paulista. De acordo com ele, essa apuração "está caminhando" e deve trazer "novidades". Ele não especificou, porém, quando os resultados do trabalho policial serão divulgados.

"Setenta pessoas já foram presas. Um deles, inclusive, a prisão foi decretada, porque foi comprovada sua participação no ataque covarde ao coronel (atacado na sexta-feira por manifestantes no Parque Dom Pedro II). Então, a polícia está agindo. Eles se infiltram no meio de manifestantes e é preciso separar o joio do trigo", disse o tucano durante uma feira do setor de caminhões no Anhembi, em Santana, na zona norte de São Paulo. "E há em curso uma grande investigação por parte da Polícia Civil. Eu acho que ela está caminhando e vai trazer aí novidades nesse área." Alckmin comentou ainda suposto atrito entre as Polícias Civil e Militar na substituição de cargos na cúpula das entidades. Para ele, as trocas são "normais".

Em seguida, o secretário estadual da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, foi questionado, mas não disse quando essa "grande investigação" será finalizada. "Não posso te dizer se demoram quatro semanas, cinco, seis. Eu não posso. Eu posso te dizer que nós estamos trabalhando fortemente para identificar o maior número de pessoas que participam ativamente desse movimento, inclusive os líderes, para uma responsabilização mais séria. O que está sendo feito a cada evento é identificar o maior número possível dos responsáveis por algumas depredações, por incêndios."

Ainda de acordo com o dirigente, a polícia se concentra na tentativa de identificar pessoas que quebram patrimônio durante os atos. "Nós não podemos criar provas, nós temos que ir em busca das provas. No Estado democrático de direito, nós trabalhamos com provas obtidas legitimamente."

Grella Vieira disse também que o Estado tem que "percorrer os procedimentos legais" para indiciar os suspeitos. "Não podemos fazer nada açodadamente, sob a pena de levarmos para a Justiça alguém que em dois ou três dias estará solto."

Carga de caminhões. Alckmin disse ainda que as delegacias seccionais da Polícia Civil terão cada uma um núcleo para investigar o roubo de cargas. A região de Campinas, no interior, terá uma atenção especial.

"Nós vamos fazer uma boa parceria para chegar até nos receptadores, para prender também os receptadores de carga roubada", disse. "A área de Campinas vai ter um tratamento especial, porque lá tem o aeroporto, muitas autoestradas e muita indústria. Porque alguém está vendendo carga roubada, aliás, alguém está até montando, porque roubam-se não equipamentos eletrônicos, mas peças eletrônicas."

O secretário Grella Vieira afirmou que a criação desses núcleos já foi publicada no Diário Oficial do Estado e que eles já vão começar a trabalhar, sem especificar a data.

Mais conteúdo sobre:
violência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.