Alckmin evita comentar declaração que compara usuários do Metrô a pinguins

Presidente do Metrô de São Paulo disse em palestra na semana passada que fila de passageiros parecia com aves

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

17 Maio 2013 | 12h10

SÃO PAULO - Questionado duas vezes na manhã desta sexta-feira, 17, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) se esquivou de comentar a respeito de uma fala do presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo (o Metrô), Peter Walker, comparando a fila de passageiros no horário de pico a uma fila de pinguis. O governo do Estado controla o Metrô.

A declaração foi feita no último dia 10 durante evento na sede do Secovi (sindicato da habitação), na Vila Mariana, na zona sul, para uma plateia composta por grandes empreiteiros e empresários do setor imobiliário. O dirigente fazia uma palestra sobre a expansão do Metrô na cidade. Em determinado momento, disse: "Por que em Itaquera fica aquela fila, parece pinguim, e a plataforma cheia? Porque, se deixar descer pela catraca, daí vai ser um inferno na plataforma".

A fala era a respeito das medidas adotadas pelo Metrô para conter os passageiros antes das catracas em estações muito cheias nos horários de pico, como a Estação Corinthians-Itaquera, na Linha 3-Vermelha.

O governador foi questionado durante um evento na sede da Prefeitura de São Paulo, onde estava acompanhado do prefeito Fernando Haddad (PT). Primeiro, durante entrevista coletiva. Nessa situação, não falou sobre o assunto. Depois, ao sair do auditório onde era realizado o encontro, a reportagem do Estado o questionou de novo. Nesse momento, Alckmin se esquivou do assunto e disse: "Nós estamos trabalhando para ampliar bastante os serviços".

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