Bia Barbosa/Divulgação
Bia Barbosa/Divulgação

Alckmin e PT são alvo de protesto em Paris

Grupo pequeno de brasileiros cobrou libertação de presos na manifestação de terça

Andrei Netto, O Estado de S. Paulo

12 Junho 2013 | 15h22

PARIS -  O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o PT foram alvo de um protesto de estudantes brasileiros em Paris nesta quarta-feira, 12. Com cartazes nos quais se liam frases como "Alckmin, o vândalo é você" e "PT de mãos dadas com o facismo (sic) tucano", os jovens pediam a libertação dos presos no protesto de terça-feira à noite, entre os quais um jornalista detido entre os manifestantes.

Mais cedo, Alckmin e o prefeito Fernando Haddad (PT) criticaram as depredações no protesto em São Paulo. "É intolerável a ação de baderneiros e vândalos", disse Alckmin, recriminando aqueles que estavam "destruindo o patrimônio público e devem pagar por isso". "São pessoas inconformadas com o Estado democrático de Direito", disse Haddad. (Veja como foi o protesto de terça-feira, o terceiro contra o aumento da tarifa de transporte urbano)

A manifestação em Paris reuniu menos de dez brasileiros que se concentraram em frente ao Hôtel de Matignon, a sede do primeiro-ministro da França, Jean-Marc Ayrault, com quem Alckmin se encontrou às 18h. A ideia foi da jornalista Jaqueline Nikiforos, mestranda em Literatura da Sorbonne. "Foi em solidariedade às pessoas presas, às manifestações e às reivindicações contra o aumento da tarifa de transporte em São Paulo", justificou. "Nós somos contra todas essas prisões. O esforço de se manifestar dessas pessoas não pode ser reduzido a vandalismo."

Bia Barbosa, mestranda e jornalista que colabora com o portal de esquerda Carta Maior, também participou da manifestação e protestou contra a prisão do também jornalista Pedro Ribeiro Nogueira, detido entre os manifestantes. "Ele defendeu uma menina e está sendo acusado de formação de quadrilha, para você ter uma ideia", argumentou.

Na saída do encontro com Ayrault, o governador foi ainda mais duro com os manifestantes de São Paulo, a quem classificou de "um grupinho de vândalos com uma ação evidentemente criminosa". "Isso é vandalismo criminoso, não há outra expressão para isso", completou.

 

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