Alckmin e Kassab pedem recursos para metrô

Eles se reuniram com bancada em Brasília; Estado quer R$ 200 milhões para a Linha 15-Branca e Prefeitura pede verba para projeto na zona leste

Lu Aiko Otta / BRASÍLIA, Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2010 | 00h00

Duas linhas de metrô de São Paulo foram escolhidas como prioridade pelo governador eleito do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e pelo prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), para receber recursos do orçamento da União em 2011. Eles se reuniram ontem com a bancada paulista no Congresso.

Alckmin pediu R$ 200 milhões para a Linha 15-Branca (Vila Prudente-Penha) do Metrô e outros R$ 200 milhões para a construção de piscinões para conter enchentes. A bancada se comprometeu ainda a apresentar, em conjunto, uma proposta de emenda para reforçar recursos para a Saúde.

Já Kassab pediu a inclusão de uma emenda com recursos para elaborar projetos de uma nova linha do Metrô, que percorreria a Avenida Celso Garcia, na zona leste. O valor não está definido.

O governo do Estado já contraiu empréstimos internacionais para a ampliação da Linha 2-Verde, que hoje vai até a Vila Prudente, na zona leste, à Cidade Tiradentes, no extremo leste, em uma via de monotrilho. Também tem recursos para construção da Linha 17-Ouro, que ligará o Aeroporto de Congonhas ao Morumbi, na zona sul, também com monotrilho. Sem contar a ampliação da Linha 5-Lilás - obra que estava licitada, mas foi cancelada após suspeitas de fraude. Só faltava garantir dinheiro para a Linha 15-Branca.

Com as duas novas linhas defendidas por governo e Prefeitura, o Metrô traça um plano de obras para a zona leste que deve, a longo prazo, desafogar a Linha 3-Vermelha (Barra Funda-Itaquera), que é, hoje, a mais lotada do mundo, com 1 milhão de passageiros transportados por dia.

"É uma medida fundamental. Mas é preciso que se estabeleça uma linha de crédito correta e se faça um planejamento rápido de instalação de canteiros. O Metrô cresce, em média, dois quilômetros por ano. O ideal seria crescer seis. Se conseguiram fazer isso na Cidade do México, têm de conseguir aqui", diz o professor de engenharia de trânsito Creso de Franco Peixoto, da Fundação Educacional Inaciana (FEI). "O Metrô perdeu muito o conforto, mas ainda atende (a população) com rapidez. A Linha Vermelha tem até dez usuários por metro quadrado no horário de pico e precisa ser desafogada."

Celso Garcia. A linha da Avenida Celso Garcia ainda não tem detalhado o número de estações. Até o começo deste mandato, a Prefeitura defendia que a avenida se tornasse um corredor exclusivo de ônibus. A construção de um monotrilho também foi proposta, mas logo depois descartada.

As propostas de emendas serão analisadas pelo relator do orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF). Elas podem ou não ser incluídas na lei orçamentária, que será votada e reenviada ao Executivo.

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