Alckmin e Haddad assinam convênio para construir 30 mil moradias na capital

Unidades para famílias com renda de até R$ 1.600, contudo, só devem ser entregues totalmente em 2018, após os mandatos do tucano e do petista

Fabio Leite e Gabriela Lara , O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2014 | 13h34

DE SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) assinaram nesta terça-feira, 4, um convênio para a construção de 30 mil moradias para famílias de baixa renda na capital paulista, conforme o Estado antecipou em janeiro. Nenhuma delas, contudo, deve ser entregue até dezembro, quando termina o mandato do tucano, e apenas metade está prevista até 2016, quando acaba a gestão do petista.

Pelo cronograma apresentado, as contratações, que serão feitas em parceria com o programa Minha Casa Minha Vida do governo federal, devem atingir 10 mil moradias por ano entre 2014 e 2016, mas as primeiras 5 mil unidades, que são voltadas para famílias com renda mensal de até R$ 1.600, estão previstas para 2015. Outras 10 mil devem ser entregues em 2016, 10 mil em 2017, e as últimas 5 mil em 2018.

"Nós chegaremos a praticamente R$ 116 mil em São Paulo (de subsídios), que é um valor bastante razoável para viablizar as moradias aqui na capital, onde o terreno é mais difícil e mais caro", disse Alckmin. Segundo ele, o programa vai atender prioritariamente "famílias que estão no auxílio-aluguel, áreas de risco, áreas que vão passar corredores (de ônibus), áreas de manancias e no parque Várzeas do Tietê".

Na campanha eleitoral em 2010, Alckmin prometeu construir 150 mil moradias em quatro anos. Entre 2011 e 2013, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) entregou cerca de 65 mil unidades. Para este ano, o tucano pretende concluir aproximadamente 18 mil moradias pela CDHU e outras 21 mil unidades por meio da parceria com o Minha Casa Minha Vida.

Já Haddad destacou que será a primeira que a prefeitura colocará recursos para subsidiar moradias, já que nos convênios anteriores a administração municipal entrava apenas com a concessão do terreno. O petista citou ainda as 22 mil unidades previstas na Parceria Público-Privada (PPP) do Centro da capital, que deve ser anunacia ao lado de Alckmin dentro de um mês, para dizer que está próximo de atingir a promessa de campanha de construir 55 mil moradias.

"Esse convênio envolve 30 mil unidades. Nós teremos ainda, provavelmente ainda este mês, o anúncio da PPP do Centro. Temos também 14 mil unidades em produção, fora as operações urbanas. Por exemplo, a Água Espraiada, são 8,6 mil unidades, com dinheiro próprio da operação, e mais a Água Branca, que vai investir 22% de toda a arrecadação em habitação de interesse social", disse Haddad.

"Eu diria que do ponto de vista econômico-financeiro, a nossa meta de 55 mil unidades está contratada. Qual que é o nosso grande desafio? Os prazos burocráticos. Agora é vencer a buracocracia para cosneguir produzir no menor tempo possível", completou o prefeito.

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