Alckmin diz que vai vetar projeto que cria vagões para mulheres

Em evento nesta terça-feira, governador de São Paulo afirmou ainda que deve aprovar fim da revista íntima nos presídios

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

12 Agosto 2014 | 21h38

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta terça feira, 12, que vai vetar o projeto de lei que criaria vagões exclusivo para as mulheres no transporte sobre trilhos no Estado de São Paulo. O governador ainda adiantou que deve aprovar o fim da revista íntima no sistema penitenciário, mas que a medida só será viabilizada com a instalação de scanner nas unidades prisionais.

Alckmin convocou coletiva de imprensa para anunciar o veto aos chamados vagões rosa, em evento conjunto com representantes de lideranças de entidades feministas e do Conselho Estadual da Condição Feminina. "Louvamos a intenção do legislador, mas não achamos que a separação ou a segregação seja o caminho", disse ele. "Desde o início não víamos com bons olhos, mas preferimos ouvir as entidades. E confluiu".

Na conversa com as entidades, a reivindicação era por uma política mais consolidada de proteção às mulheres no sistema de transporte. E uma das medidas é a própria contratação de mais mulheres para cargos de segurança. Hoje, 513 (26%) de um total de 1.960 seguranças do Metrô e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) são mulheres. "Não dá para aumentar de repente, mas queremos equilibrar", disse o secretário do Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. 

Segundo ele, 58% dos usuários do sistema são mulheres. Fernandes ainda prometeu adequar o sistema a outras necessidades das mulheres, como a instalação de fraldários.

Revista. Com relação à revista íntima, o governador disse que ainda não decidiu se sanciona projeto que acaba com ela e na regulamentação impõe um cronograma de instalação dos scanners nas unidades ou veta e em seguida apresenta projeto de lei que já contenha esse plano."Ninguém pode ser favorável à revista íntima, mas do outro lado é preciso impedir a entrada de drogas no sistema prisional", disse. "O caminho é substituir a revista pelo scanner".

O principal entrave para o fim imediato das revistas, consideradas vexatórias, é o custo dos scanner, segundo o governo. Cada equipamento custaria de R$ 450 mil a R $ 500 mil. O Estado tem 160 unidades prisionais. 

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