Alckmin diz que vai remanejar água para evitar racionamento na Grande SP

Governador afirmou que irá cumprir recomendação dos órgãos reguladores para reduzir a vazão de água do Cantareira para a Região Metropolitana

Fabio Leite e Gabriela Lara, O Estado de S.Paulo

06 Março 2014 | 11h38

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta quinta-feira, 6, que vai remanejar água das bacias do Alto Tietê e Guarapiranga para parte da população da Grande São Paulo que é abastecida pelo Sistema Cantareira. A medida foi a solução encontrada pelo tucano para cumprir a recomendação das agências reguladoras de diminuir a captação de água de 30 m³/segundo para 27,9 m³/segundo e evitar o racionamento. 

"Os órgãos reguladores, ANA (Agência Nacional de Águas) e DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica), estabeleceram como meta a redução para 27,9 m³/segundo. O órgão regulador existe para isso, para dar as orientações técnicas. E isso será cumprido rigorosamente pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo)", disse Alckmin após a inauguração de um pôlder, um sistema com diques e reservatório para evitar enchentes, na Marginal do Tietê, na zona norte.

A redução da oferta de água do Cantareira para a Grande São Paulo começará a partir do dia 10. Segundo o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni, dos 8,8 milhões de pessoas que são abastecidas pelo Cantareira na Grande São Paulo, 1,6 milhão passarão a receber água da bacia do Alto Tietê e cerca de 400 mil da Guarapiranga.

Alckmin também destacou que a economia de água feita pela população tem ajudado a evitar o racionamento. Segundo ele, a redução do consumo já havia permitido uma diminuição da vazão do Cantareira para a Região Metropolitana de 33 m³ / segundo para 30 m³/segundo. "Não há necessidade de racionamento à medida que temos um sistema de compensação pelos outros sistemas de abastecimento, e, por outro lado, uma boa economia pela população."

Nesta quinta-feira, o nível de água do Sistema Cantareira caiu para 16%, o menor patamar desde quando foi construído, em 1974. O Sistema Alto Tietê, por sua vez, está com 38,3% de volume armazenado e o Guarapiranga, com 69%.

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