Alckmin diz que sua administração apoia transferência de líderes do PCC para o RDD

Isolamento máximo de presos foi pedido pelo Ministério Público e visa cortar os meios de comunicação da facção

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2013 | 13h59

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que sua administração apoia a transferência dos líderes do PCC para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). "O governo tanto apoia que o pedido foi feito pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP)", disse, após reunião com a cúpula da área da Segurança Pública do Estado nesta segunda-feira,14.

Segundo Alckmin, as denúncias de que advogados e familiares servem de mensageiros a líderes da facção que estão presos não impedem automaticamente as visitas aos presos. "As visitas estão previstas em lei. Para esses casos existe justamente o RDD", disse, ressaltando que para isso é preciso ter autorização judicial. "Sem autorização da justiça, o preso não pode ser colocado no RDD. Nós fizemos as prisões de segurança máxima justamente para que os líderes de facções criminosas tenham isolamento", reforçou.

As transferências de líderes do PCC costumam ter represálias da facção. Após investigação, o Ministério Público Estadual pediu a prisão de 175 integrantes do PCC e a transferência de 35 presos para o RDD. A medida foi parcialmente negada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

O secretário de Segurança Pública do Estado, Fernando Grella, afirmou que respeita a decisão judicial, mas que o Estado já recorreu. "Nutrimos a esperança de que o tribunal possa rever e decretar as preventivas e o RDD." Grella disse, ainda que recebe oficialmente amanhã os documentos completos da investigação do MPE.

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