Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Alckmin diz que 'se Deus quiser' pagará mais bônus para policiais

'Estado' mostrou que a alta no nº de assassinatos e crimes contra o patrimônio no Estado fez a premiação aos agentes despencar

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

26 Julho 2017 | 13h39

RIBEIRÃO PRETO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira, 26, que "se Deus quiser" o Estado pagará mais bônus aos policiais paulistas - uma forma de premiação pela redução de crimes no Estado -, após a queda ocorrida de acordo com os últimos dados disponíveis.

Reportagem do Estado publicada nesta quarta-feira mostra que a alta no número de assassinatos e crimes contra o patrimônio no Estado no segundo trimestre de 2016 fez com que todos indicadores avaliados tivessem desempenho "insatisfatório", com a redução no pagamento dos bônus aos policiais. O resultado naquele período do ano passado, o mais recente disponibilizado, é o pior desde 2014, quando Alckmin iniciou o pagamento da premiação.

Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram que no segundo trimestre de 2016, 2.085 policiais militares e 715 policiais civis receberam a bonificação, que custou R$ 1,3 milhão. No terceiro trimestre de 2014 - quando o pagamento foi recorde -, 44,8 mil PMs, 17,3 mil civis e 3.436 peritos foram premiados, a custo total de R$ 110 milhões, quase 85 vezes mais.

"Queremos pagar mais bônus, que, além do salário, é premiação por resultado. Queremos, se Deus quiser, no próximo trimestre, pagar mais, sinal de que os indicadores foram atingidos. É estimulo para a polícia", disse Alckmin durante a entrega de apartamentos de conjuntos populares da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

O programa de bônus SP Contra o Crime paga até R$ 2 mil a cada policial. O sistema de metas analisa três indicadores estratégicos: Vítimas de Letalidade Violenta (VLV), Roubo e Furto de Veículos (RFV) e Roubos Outros (RO) - critério que foi incluído em 2015. É o governo quem define as metas, que funcionam como um "teto" para os delitos. 

Roubo de cargas

Sobre o crescimento de 23% no roubo de cargas no Estado de São Paulo no primeiro semestre de 2017 ante igual período do ano passado, para 5.417 ocorrências, e a alta de 19% em junho, pelo 13º mês consecutivo, Alckmin citou que "54 casos foram esclarecidos" e que "os criminosos foram presos e 59 cargas recuperadas".

O governador também mencionou a lei que pune receptadores dessa prática criminal. "Aprovamos uma lei que pune o receptador. Se pegarmos o receptador cancelamos a inscrição estadual dele", disse.

 

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