CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO
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Alckmin diz que Rio usa o Paraíba do Sul para diluir esgoto

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio afirma que está equivocada a informação do governador paulista sobre o Sistema Paraíba do Sul/Guandu

LUCAS SAMPAIO, ESPECIAL PARA O ESTADO

20 de março de 2015 | 20h02

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta sexta-feira, 20, que o Estado do Rio tira água do Rio Paraíba do Sul para diluir esgoto. A afirmação foi feita em Piracaia, no lançamento do programa Nascentes, que prevê a plantação de 6,3 milhões de mudas nativas nas bacias hidrográficas do Paraíba do Sul, do Alto Tietê e do PCJ.

Ele se referia à interligação das Represas Atibainha, uma das quatro do Sistema Cantareira, e Jaguari, que faz parte da Bacia do Rio Paraíba do Sul. No ano passado, São Paulo e Rio discutiram sobre a transposição, antes de chegarem a um acordo. “São Paulo consome 50 metros cúbicos por segundo, com uma região metropolitana de 22 milhões de habitantes. Então, o Rio deveria ser 30 metros cúbicos por segundo, no máximo 35. Eles tiram em Barra do Piraí, Santa Cecília, 110 m3/s do rio”, afirmou Alckmin. “Como é que tira 110 e consome 30? Para diluir esgoto do Rio Guandu. É para diluir esgoto que tira 110.”


A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio afirmou que está equivocada a informação do governador sobre o Sistema Paraíba do Sul/Guandu. Em nota, a companhia informou que a transposição do Paraíba do Sul para o Rio Guandu, que abastece a região metropolitana do Rio, é hoje de 85 m3/s. A empresa também cita a captação feita por grandes indústrias na foz do Guandu. O documento não esclarece quanto o sistema usa para tratar o esgoto despejado no rio.

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