Alckmin diz que possível abuso em reintegração em São José será apurado

Segundo governador, ação da PM em Pinheirinho foi acompanhada por juiz e documentada

Luciana Collet e Gustavo Uribe, Agência Estado

23 de janeiro de 2012 | 17h27

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira, 23, que a administração estadual irá avaliar se houve abusos em operação, deflagrada ontem pela Polícia Militar, de reintegração de posse da comunidade Pinheirinho, área de 1,3 milhão de metros quadrados em São José dos Campos.

 

A comunidade foi desocupada pela PM após decisão judicial que determinou a reintegração de posse do terreno, que pertence à massa falida da Selecta S/A, do empresário Naji Nahas.

"Sempre é avaliado. A operação foi acompanhada por um juiz de direito, presente todo o tempo, ela foi filmada e documentada. A polícia tem de cumprir ordem judicial", afirmou Alckmin, após participar de evento na capital paulista.

 

Na operação policial, foram usados dois helicópteros, carros blindados e cerca de dois mil soldados do Batalhão de Choque. Segundo a Polícia Militar, não houve resistência, mas três manifestantes ficaram feridos e dezoito foram presos.

O governador de São Paulo frisou que, na operação policial, foi cumprida uma determinação judicial e informou que, a partir de agora, os governos estadual e municipal irão tratar da "questão social". "A prefeitura está agora cadastrando todas as famílias, que serão amparadas", disse ele.

O tucano relatou ainda que foi procurado ontem pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e que o petista foi informado da operação policial e "entendeu perfeitamente" que ordem judicial se cumpre. "Ele é um jurista, ele sabe das decisões judiciais, da necessidade do cumprimento, vamos trabalhar juntos no sentido de atender as famílias que precisam de moradia", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.