Alckmin diz que polícia está preparada para protestos na Copa

O governador também comentou a decisão da Justiça de multar o Metrô por causa das demissões e disse que o governo vai recorrer

Chico Siqueira, Especial para O Estado

16 de junho de 2014 | 20h13

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta segunda-feira, 16, que a polícia paulista está preparada para agir em casos de distúrbios durante os próximos jogos da Copa em São Paulo. "A polícia tem o chamado Batalhão da Copa, então, está preparada para atuar da melhor forma possível. Não haverá problema", afirmou.  

Segundo Alckmin, os procedimentos deverão ser os mesmos usados durante o primeiro jogo, que seu governo analisa como sucesso. "Foi um sucesso. O transporte para Arena Corinthians, de trem e metrô, foi um sucesso, funcionou perfeitamente. Transportamos 20 mil passageiros pela CTPM e 50 mil pelo Metrô", comentou.

Sobre os protestos, Alckmin disse que serão respeitados, se forem pacíficos. "As manifestações não têm nenhum problema, o que não pode é ter depredação, vandalismo, fechar a Radial Leste, impedir as pessoas de ter acesso ao metrô. Isso não vamos permitir", afirmou. "Se não houver depredação não haverá problema", completou. 

'Absurdo'. Alckmin se disse revoltado com a decisão da Justiça do Trabalho de multar o Metrô por ter demitido 42 grevistas. "Isso é uma barbaridade, um absurdo, punir o Metrô porque ele cumpriu uma determinação judicial", afirmou o governador. Ele lembrou que o Metrô deu os aumentos acima do sugerido pelo tribunal e que os grevistas não voltaram ao trabalho mesmo depois de o movimento ter sido declarado ilegal pela própria Justiça.

"Eles mantiveram a greve mesmo depois da decisão da Justiça considerando o movimento abusivo. E como não retornaram ao trabalho, o Metrô os demitiu, cumprindo determinação do tribunal", comentou Alckmin. 

"Foram demitidos 42 que não retornaram ao trabalho mesmo com a greve ilegal e abusiva. Mas ao invés de o Ministério do Trabalho respaldar o Metrô, que respeitou a lei e cumpriu determinação judicial, ele multa o Metrô. Só no Brasil mesmo", afirmou o governador. Segundo ele, o governo vai recorrer da multa.

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