Alckmin diz que paralisação é obra de 'grupelho radical'

Governador afirma que sindicato descumpriu decisão judicial. Chalita diz que caos reflete falta de planejamento

O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2012 | 03h09

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que a greve teve conotação eleitoreira. Em entrevista ao SPTV, da Rede Globo, disse que a paralisação foi ilegal e promovida por um "grupelho radical" que prejudica a população com fins políticos. O tucano ressaltou ainda que os sindicatos dos metroviários e ferroviários descumpriram decisão judicial, que obrigava a categoria a operar com 100% da frota nos horários de pico.

Apesar da adesão maciça à greve - 8 mil metroviários teriam parado, segundo o sindicato -, Alckmin citou o apoio dos engenheiros do Metrô, que assumiram funções operacionais para fazer andar trechos pontuais das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. E reiterou que a Linha 4- Amarela, concedida à iniciativa privada, não enfrenta problemas de greve - o mesmo modelo deve ser usado na Linha 6-Laranja.

O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, seguiu a mesma linha do governador ao comentar a paralisação. Em entrevista à Rádio Estadão/ESPN, declarou estar "abismado e indignado" com a atuação dos sindicatos. "Não se pode chantagear e sequestrar a população dessa maneira, por detalhes que poderiam ser discutidos fora de uma situação de greve", disse.

De acordo com Jurandir, as condições impostas pela categoria para evitar a paralisação foram descabidas. "Houve muitas tentativas, claro. Desde o primeiro momento procuramos afinar os ponteiros, mostrando aquilo o que é desequilibrado. É um desequilíbrio, por exemplo, quando se pede 15% de reajuste acima da inflação. Todo ano já estamos dando a correção monetária e, além disso, no ano passado, demos 1,5% a mais de ganho, por produtividade", afirmou.

Campanha. Assim como ocorreu na semana passada, por causa da colisão entre duas composições da Linha 3-Vermelha, a greve despertou comentários de pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo.

No Twitter, Gabriel Chalita (PMDB) afirmou que o "caos em São Paulo mostra a falta de planejamento da nossa cidade". Segundo ele, "precisamos de competência e ousadia para tratar a mobilidade".

Soninha (PPS), que na semana passada se envolveu em polêmica ao afirmar que a situação na cidade estava "sussa" após a colisão dos trens da Linha 3, evitou fazer muitos comentários na internet. Disse apenas que reprovava a ação da polícia e dos manifestantes nos tumultos registrados na zona leste.

José Serra (PSDB) ignorou o assunto, assim como o petista Fernando Haddad, que não teve agenda ontem./ADRIANA FERRAZ

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.