Epitacio Pessoa/AE
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Alckmin diz que não cortará investimentos para compensar redução de tarifa

Dinheiro virá da reorganização de gastos, segundo o governador; passagem de trem e metrô voltou a custar R$ 3 nesta segunda

Tiago Dantas, O Estado de S. Paulo

24 Junho 2013 | 14h01

SÃO PAULO - O governo do Estado não pretende cortar investimentos em obras para bancar os cerca de R$ 210 milhões necessários para viabilizar o cancelamento das tarifas de trem e metrô, que voltaram a ser de R$ 3 nesta segunda-feira, 24. O dinheiro virá da reorganização de gastos, segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

"Não vamos cortar nenhum investimento. Estamos estudando um conjunto de medidas na área do custeio, da eficiência, para chegar a esses valores. Pelo contrário, vamos aumentar os investimentos na área de mobilidade urbana", afirmou Alckmin, nesta segunda, após anunciar o congelamento das tarifas de pedágio.

O governador afirmou que vai aproveitar a viagem à Brasília, onde se encontrará com a presidente Dilma Rousseff (PT) e outros governadores, para cobrar três financiamentos do governo federal. "Vou falar com o ministro Guido Mantega sobre três financiamentos que estão na Secretaria do Tesouro Nacional. Temos pressa."

Ao comentar a onda de protestos que tomou conta do País, o governador voltou a destacar a importância das manifestações e declarou que o Brasil precisa de uma reforma política. "Muito do que estamos vendo é uma falência, um esgotamento do modelo político brasileiro, uma política convertida em balcão de negócios. Acho que temos que fazer um pacto nacional para termos o mínimo de reforma política."

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