NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Alckmin diz que meta é reduzir em até 3 anos 3% das perdas de água

Objetivo, segundo o tucano, é fazer o índice atual baixar para 16%

Felipe Resk e Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2015 | 13h22

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta quinta-feira, 12, que a meta da governo é reduzir em até três anos 3% das perdas de água pelo caminho entre os reservatórios até as torneiras. O objetivo, segundo o tucano, é fazer o índice atual baixar de 19% para 16%.

Alckmin elogiou os trabalhos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), classificada por ele "como a melhor empresa do Brasil" no controle de perdas. 

"A Sabesp é a melhor empresa é a melhor empresa do Brasil sob ponto de vista de perdas. A Itália perde 29% de água, a França perde 26%, a Inglaterra perde 20%. O Brasil perde 35,8%. A Sabesp perde 19%, disse Alckmin ao anunciar medidas de segurança para o carnaval, em evento promovido a um bairro próximo a Diadema, na grande São Paulo. 

"A nossa meta agora é ir para 16%, no máximo em 2, ou 3 anos, que é um investimento muito forte. Por isso que a válvula redutora de pressão é eficaz. Quando se reduz a pressão à noite, você reduz a perda. São as chamadas perdas invisíveis". 

A redução da pressão gera, de acordo com o governador, uma economia da ordem de 5,3 metros cúbicos por segundo. 

Alckmin prometeu ainda antecipar obras de infraestrutura para uma eventual captação do 4º volume morto do Sistema Cantareira - cerca de 40 milhões de metros cúbicos de água, pelas contas do governo, localizados abaixo no nível normal de captação. 

O Cantareira opera atualmente com 6,7% de sua capacidade, já contabilizando a segunda cota do volume morto. "Desses 40 milhões, em torno da metade não precisa de obra nenhuma para a retirada. A outra metade, (são necessárias) pequenas obras de engenharia. Mesmo que não use, nós vamos evitar ao máximo usar até a terceira reserva (volume morto). É bom você ter obras feitas, preparadas", afirmou o governador, que não precisou quando vai começar a executar as obras que mencionou. 

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