FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Alckmin diz que já esperava queda do Cantareira no inverno

Governador negou que esperasse chuva acima da média em junho, que foi o mês mais seco da história do manancial

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

01 Julho 2014 | 15h02

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta terça-feira, 1.º, que já esperava a queda no nível de armazenamento do Sistema Cantareira em junho e negou que o Estado contasse com a chuva acima da média no mês passado, a exemplo do que ocorreu em 2013. 

"Nós não contávamos com chuva. Eu, como sou da roça, aprendi que só chove em mês com 'r'", disse o governador durante a inauguração de um hospital em Sapopemba, na zona leste. Dados do comitê anticrise que monitora a estiagem no Cantareira mostram que junho foi o mês mais seco da história do principal manancial paulista. 

Segundo o órgão técnico, a vazão afluente - volume de água que chega aos reservatórios - foi de apenas 6,6 mil litros por segundo no mês passado, 46% inferior à mínima histórica para este mês, registrada em 2000: 14,3 mil litros por segundo. Nos últimos 30 dias, o Cantareira perdeu 4,2 pontos porcentuais.

"Nós já contávamos com essa queda. Nós não esperávamos chuva nos meses de inverno", disse Alckmin. "A Região Sudeste está com a maior seca do último século. Veja, tempestades em Santa Catarina, inundações gravíssimas no Sul do Brasil, e esse sistema de alta pressão sobre o Sudeste não deixa chegar a frente fria", completou. 

De acordo com o tucano, o Estado está preparado para a seca do inverno, com o uso do chamado "volume morto" - reserva profunda dos reservatórios - e o aumento da reversão de água de outros sistemas. Neste mês, segundo Alckmin, o Sistema Rio Claro irá ceder 0,5 m³/s de água para abastecer bairros atendidos pelo Cantareira. Em setembro, o reservatório Rio Grande começa a contribuir com mais 1 m³/s no Cantareira. Em maio do ano que vem, o reservatório em crise deve ganhar mais 1 m³/s do Sistema Guarapiranga.

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