Alckmin diz que greve de motoristas 'não tem o menor sentido'

Profissionais prometem paralisação por 2 horas nesta quarta-feira; governador afirma que apuração de casos ônibus queimados deve ocorrer em até 24 horas

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2014 | 15h34

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que “não tem o menor sentido” a paralisação prometida para esta quarta-feira, 5, na capital paulista pelo Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano (Sindmotoristas). A categoria protesta contra a insegurança dos profissionais, que têm sido alvo de ataques.

O presidente do Sindmotoristas, José Valdevan de Jesus Santos, concordou em reduzir a paralisação de quatro horas para duas horas (das 10 às 12 horas). Na noite desta terça-feira, 4, ele se reuniu com o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, e os comandos das Polícias Civil e Militar. O secretário se comprometeu a criar uma comissão formada pelos sindicatos, empresários, além de representantes dos poderes estadual e municipal para buscar soluções conjuntas para a questão.

As queixas ganharam força após a morte do motorista John Carlos Brandão, na semana passada, após ter sido queimado dentro do ônibus em que trabalhava, na zona norte, no dia 18. Alckmin disse que pediu à polícia que os casos de coletivos queimados sejam solucionados em até 24 horas. “Espero que não haja nenhuma greve, não tem sentido você penalizar a população”, afirmou. 

O prefeito Fernando Haddad (PT) se propôs a “mediar” a situação. “Nós conversamos com o sindicato, nos colocamos à disposição para conversar com o secretário da Segurança, para não ter paralisação, porque prejudica toda a população”, completou o secretário de Transportes, Jilmar Tatto. O Sindmotoristas, que organiza o protesto, promete parar 8,8 mil dos 14,8 mil coletivos da capital. 

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