Alckmin diz que falhas em sistema do metrô são uma 'questão técnica'

Governador ainda disse que secretário poderia explicar melhor; o chamado CBTC levou Linha 2-Verde a duas paralisações neste mês

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

20 Fevereiro 2014 | 16h35

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta quinta-feira, 20, que as falhas no CBTC (sigla em inglês para Controle de Trens Baseado em Comunicação), novo sistema de sinalização dos trens na Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, são "uma questão técnica". Reportagem do Estado mostra que o mecanismo registrou falhas nos últimos meses, levando até a paralisação do ramal.

O equipamento, que diminui o intervalo entre as composições, é implementado desde 2010 e testado aos domingos na linha, que liga Vila Prudente, na zona leste, à Vila Madalena, na oeste. A empresa tem até esta quinta-feira para decidir se suspende o contrato para adaptar trens ao CBTC. O prazo foi dado pelo Ministério Público Estadual (MPE), que investiga prejuízos ao erário.

Questionado sobre o assunto, Alckmin disse, durante evento em Santo André, no ABC: "Essa é uma questão técnica que vou pedir ao Jurandir Fernandes (secretário estadual dos Transportes Metropolitanos) detalhar. Ele explicará melhor."

Segundo documentos internos da companhia obtidos pelo Estado, as duas últimas panes de maior relevância foram registradas no domingo passado e no retrasado -- como ainda está em teste, o CBTC só opera na Linha 2-Verde inteira no primeiro dia de cada semana. Nos demais, quando há maior movimento, o controle volta para o modo antigo, o chamado ATC.

No dia 9, por exemplo, o computador do CBTC deixou de funcionar por volta das 13h30. Como consequência, os trens que estavam rodando na Linha 2 ficaram "às cegas". Cinco deles tiveram de parar nos túneis por mais de 15 minutos. A estratégia foi feita para evitar o risco de colisões. Os passageiros não sabiam o que acontecia.

Uma semana depois, problema semelhante acometeu o CBTC à tarde. Segundo funcionários, a paralisação, dessa vez, levou mais tempo para ser solucionada, cerca de 40 minutos.

A assessoria do secretário Jurandir Fernandes foi procurada, mas ainda não retornou.

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