Werther Santana/Estadão
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Alckmin afirma que deu ordem para revogar sigilo do Metrô

Segundo governador, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, pediu 30 dias para reavaliar documentos

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2015 | 13h56

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira, 7, que deu ordem para revogar o sigilo imposto a centenas de documentos da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Empresa Paulista de Trens Metropolitanos (EMTU) classificados em 2014 como “ultrassecretos”. Apenas itens considerados de segurança vão permanecer em segredo.

Com a chancela de "ultrassecreto", os documentos só poderiam tornar-se públicos em 25 anos, conforme informou o jornal Folha de S. Paulo. "Tem muita coisa colocada sem nenhum sentido. Nós vamos revogar essa decisão do Metrô e só ficará, se houver necessidade, algo que possa por em risco o usuário", disse Alckmin.

Questionado sobre quais seriam esses itens, o governador afirmou que serão informações relativas à segurança dos cidadãos, como locais onde estão instalados quadros de energia elétrica e câmeras de monitoramento. "Não processos licitatórios, não tem razão para isso", afirmou.

O sigilo foi decretado pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos em julho passado - às vésperas da eleição para o governo. A decisão é da Comissão de Avaliação de Documentos e Acesso (Cada). A medida inclui relatórios de falhas e auditorias nas Linhas 15-Prata e 17-Ouro, os monotrilhos da cidade, ambos ao menos três anos atrasados; na Linha 5-Lilás, alvo de investigação sobre ação de cartel; e na Linha 4-Amarela, cujas obras da segunda fase estão paralisadas.

"Eu até pedi ao secretário, o Clodoaldo (Pelissioni, dos Transportes Metropolitanos), que me pediu 30 dias para rever tudo isso. Eu disse: 'não, você vai rever esse prazo, faça isso mais rapidamente'", afirmou o governador.

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