Alckmin diz que 'dá as mãos' aos dependentes e rejeita 'picuinha partidária'

Governador afirma que ação do Denarc na Cracolândia na quinta-feira foi para prender traficantes e que a polícia agiu após ser atacada

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

24 de janeiro de 2014 | 11h33

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta sexta-feira, 24, que seu governo "dá a mão" aos dependentes da Cracolândia, região central da cidade. "É preciso separar o usuário do traficante. O traficante mata. O tráfico é crime", afirmou o governador ao comentar a ação do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) ocorrida na tarde de quinta-feira, 23. A operação que deixou três policiais e dois dependentes feridos foi testemunhada pelo Estado e adiantada no portal Estadao.com.

O governador disse ainda que ação do Denarc foi para prender quatro traficantes que atuavam na região e que as bombas de gás lançadas no local foram uma reação dos policiais a ataques vindos dos dependentes. A reportagem do Estado, que estava no local no momento do confronto, pôde testemunhar que as bombas foram lançadas antes de qualquer tentativa de prisão. Sobre os eventuais abusos, Alckmin afirmou apenas que eles serão apurados, mas ressaltou que "o que não pode é fazer picuinha partidária" com o caso.

 

Na noite de quinta-feira, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), havia classificado a operação como "lamentável". Extraoficialmente, funcionários da Prefeitura disseram que a ação do Denarc sabotou a o programa Braços Abertos, aposta de Haddad para acabar com a Cracolândia com oferta de moradia, alimentação e emprego aos dependentes.

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