Alckmin descarta ir à Justiça para manter baixa vazão de água

Governador defende 'diálogo' com o Rio para que Jaguari continue com 10 m³/s e lembra que abastecimento humano é prioridade. Declarações foram feitas antes de determinação da Aneel

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

12 Agosto 2014 | 14h31

Atualizada às 16h22

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) descartou nesta terça-feira, 12, procurar a Justiça para garantir que a Represa de Jaguari continue com uma vazão de 10 metros cúbicos de água por segundo, o que de acordo com autoridades do Rio de Janeiro está prejudicando a geração de energia elétrica em algumas cidades fluminenses. "Nós entendemos que não é necessário (ir à Justiça). Tem solução, é preciso compatibilizar as coisas, dando prioridade ao abastecimento hídrico à população", disse Alckmin. Declarações foram dadas antes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ordenar que a Companhia Energética de São Paulo (Ceesp) retome a vazão original da Represa de Jaguari.

O secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, afirmou ao jornal O Globo que não descartava procurar a Justiça. Já Alckmin disse que para se aplicar a lei é preciso ter "diálogo" com os órgãos do governo federal. "A nossa disposição é sempre de colaborar. É importante destacar que nós não reduzimos. A vazão da represa vinha como estabeleceu o Operador Nacional do Sistema, de 10 metros cúbicos por segundo e nós cumprimos tudo normal", declarou o governador.

"De repente, de um dia para o outro, mudou de 10 para 42 metros cúbicos por segundo e isso poderia levar ao colapso da Represa de Jaguari. Na realidade, queremos que se cumpra a lei. A água, primeiro é para o abastecimento humano, depois de animais." Ainda de acordo com o governador, as cidades do Vale do Paraíba consome cinco metros cúbicos por segundo, enquanto o Rio de Janeiro tira 113 metros por segundo. 

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