Alckmin deixa coletiva sem falar sobre rodízio noturno de água

Em agenda no Palácio dos Bandeirantes, governador não responde à pergunta sobre a redução da pressão da água feita pela Sabesp de madrugada, conforme o 'Estado' revelou nesta quarta-feira

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

16 Abril 2014 | 13h45

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deixou a coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira, 16, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo, sem responder a perguntas sobre racionamento de água na capital. A gestão Fernando Haddad (PT) distribuiu comunicado interno dizendo que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) faz rodízio noturno na cidade ao reduzir a pressão da água na rede em 75% entre meia-noite e cinco da manhã, conforme o Estado revelou nesta quarta-feira.

Após apresentar o sistema de monitoramento de crimes, chamado Detecta, nesta quarta-feira, Alckmin foi questionado pela reportagem sobre a medida adotada pela Sabesp. "Vamos falar", disse o governador, antes de colocar o secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, para dar entrevista aos jornalistas em seu lugar sobre a nova ferramenta. Em seguida, contudo, Alckmin deixou a sala de despachos do Palácio dos Bandeirantes sem falar com a imprensa.

Assim como a Sabesp, o governador tem negado publicamente que haja racionamento de água nas cidades abastecidas pela companhia paulista. Na semana passada, Alckmin admitiu que o rodízio generalizado não está descartado por causa da grave crise de estiagem do Sistema Cantareira, que abastece 47,3% da Grande São Paulo. O manancial está com 12,3% da capacidade, um dos níveis mais baixos da história. 

A Sabesp deve começar em menos de um mês a captar água do chamado "volume morto" do Cantareira, cerca de 196 bilhões de litros de água represada abaixo do nível das comportas. Segundo estimativa da própria companhia, o volume é suficiente para garantir o abastecimento até o dia 27 de novembro, conforme o Estado revelou nesta semana. A Sabesp aposta na volta das chuvas na próxima temporada de verão e cogita usar os outros 200 bilhões de litros da reserva para evitar o racionamento de água generalizado.

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