RAFAEL ARBEX/ESTADÃO
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Alckmin culpa chuva por atraso em obra contra seca

Transposição entre braço da Represa Billings e Alto Tietê opera com 25% da capacidade

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

05 Novembro 2015 | 16h34

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) culpou, nesta quinta-feira, 5, o excesso de chuva por não cumprir a promessa de entregar 4 mil litros de água por segundo na transposição da Represa Billings para o Sistema Alto Tietê. Hoje, a interligação opera com 1 mil litros de água por segundo, com apenas 25% da capacidade estimada. O tucano afirmou que até o final do mês a medida estará em “pleno” funcionamento. Ao todo, o Estado investiu R$ 130 milhões no projeto que, caso produzisse toda a água para que foi projetada, atenderia até 300 mil pessoas que hoje sofrem com os efeitos da redução de pressão na zona leste da capital e na Grande São Paulo. 

“Atrasou um pouco em razão das chuvas. Aliás, é ótimo. Quanto mais chover melhor, mas é evidente que chovendo dificulta as obras que precisam ser feitas”, disse Alckmin. “Se chover atrasa um pouco porque não dá para trabalhar com chuva. Mas a boa notícia é que todos os reservatórios estão subindo”, explicou o governador que citou outras políticas para enfrentar a crise hídrica como o bônus da conta de água. 

A transposição acontece pelo braço Taiaçupeba da Represa Billings. A água que sai deste ramal é enviada para o Sistema Alto Tietê que, segundo o governador está em uma situação que “preocupa mais que o Cantareira”. De acordo com o relatório diário da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o manancial em crise severa está com 14,7% da sua capacidade total de 573,8 bilhões de litros de água. Isso significa que as represas que foram o Alto Tietê tem apenas 84,1 bilhões de litros armazenados. 

Histórico. A transposição do Rio Grande para o Alto Tietê enfrenta uma série de problemas desde a sua inauguração, no dia 30 de setembro. A cerimônia com a presença de Alckmin precisou ser adiada do horário da manhã para a parte da tarde por vazamentos inesperados nas tubulações. Duas semanas após a entrega, a transposição precisou ser paralisada porque causava o assoreamento de um rio em Ribeirão Pires, no ABC paulista. Ainda em outubro, a medida emergencial foi embargada após inundações em ruas e fábricas da cidade. A Defesa Civil do município teve que interditar três casas. 

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