Alckmin culpa chuva intensa por transbordamento de rios em SP

Falta de piscinões e ocupação das áreas de várzea também podem ser responsabilizadas, diz governador

Gustavo Uribe, Agência Estado

01 Março 2011 | 14h46

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), culpou a intensidade das chuvas de ontem pelo transbordamento do rio Tietê e do córrego Aricanduva. Após evento hoje na capital paulista, ele disse que a falta de piscinões e a ocupação histórica das áreas de várzea também podem ser responsabilizadas pelas inundações. Como medida para tentar evitar situações semelhantes, Alckmin anunciou a publicação nesta sexta-feira de edital para a retirada de 2,7 milhões de metros cúbicos de detritos da calha do rio Tietê.

 

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A iniciativa faz parte de um pacote anunciado no começo do ano, no valor de R$ 800 milhões, para combater as enchentes em São Paulo. A expectativa do governo é a de que o desassoreamento do rio comece em maio. "Vai ser bom porque vamos pegar o período da seca, quando o trabalho rende muito mais."

Ele reafirmou ainda que neste ano está programada a retirada de 1,5 milhão de metros cúbicos de resíduos da calha do rio Pinheiros, como parte do plano anunciado também no começo do ano. Alckmin antecipou que está em estudo um aumento do bombeamento das águas do Pinheiros para a represa Billings em dias de chuva forte.

O governador prometeu ainda entregar até o fim do ano o piscinão de Olaria, na Bacia do Pirajuçara, e lançar o edital do piscinão Jaboticabal, na divisa entre as cidades de São Bernardo do Campo, São Caetano e São Paulo.

No evento, o governador voltou a defender a remoção de famílias das áreas de várzea. "A rigor, as várzeas não poderiam ter sido ocupadas", disse. "Não existe mais várzea. O remendo da várzea moderna é o piscinão, porque ele segura a água e, após a tempestade, ela retorna aos rios por bombeamento."

Alckmin afirmou esperar a aprovação ainda neste primeiro semestre de financiamento de US$ 200 milhões, por meio do Banco Mundial (Bird), para a recomposição da várzea do rio Tietê. "Mas só isso não é suficiente. É preciso fazer mais reservatórios e mais piscinões", afirmou.

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