Alckmin critica proposta; União diz que repasse cresceu

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) criticou ontem o programa Mais Médicos, do governo federal. A medida provisória, publicada anteontem, prevê que, a partir de 2015, o curso de Medicina passe de 6 para 8 anos e que os estudantes terão de trabalhar dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para conseguir o diploma. Segundo ele, a saúde não precisa só de mais médicos, mas também de investimentos.

O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2013 | 02h07

"Tudo o que fizer pela saúde é bem-vindo, mas estamos passando longe dos problemas da saúde. O problema básico do SUS é financiamento", afirmou Alckmin. Segundo o governador, a participação dos recursos federais no financiamento da saúde no País caiu 11% na última década. "Tínhamos, em 2001, 56% do financiamento da saúde pelo governo federal. Onze anos depois, são 45%." Alckmin reclamou, ainda, da falta de repasses para as Santas Casas. Segundo ele, o nível de investimento deveria aumentar porque a população do Brasil está envelhecendo e precisa de mais cuidados.

O Ministério da Saúde, por sua vez, informou que triplicou o investimento nos últimos dez anos, saltando de R$ 28,3 bilhões, em 2002, para R$ 95,9 bilhões em 2012. O orçamento aprovado para 2013 é de R$ 99,3 bilhões.

"Em relação aos investimentos em saúde, os valores executados cresceram 119% entre 2001 e 2012, passando de R$ 2,4 bilhões para R$ 5,2 bilhões", informou a pasta. Sobre a tabela de procedimentos do SUS, o ministério disse que sua atualização "ocorre de acordo com a necessidade dos serviços" e que esta "não é a única forma de repasse".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.