Alckmin critica lentidão da Eletropaulo

Governador diz que empresa não atende usuário rapidamente; capital enfrentou seu 3º dia sem luz

Márcio Pinho e Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2011 | 00h00

Pelo terceiro dia, moradores da capital e de ao menos oito cidades da Região Metropolitana de São Paulo sofreram com a falta de energia. Apesar de o dia não ter tido fortes chuvas, oscilações de energia impediram a normalização do abastecimento e, segundo a Sabesp, cerca de 110 mil pessoas ficaram sem água. Também ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) criticou a AES Eletropaulo.

"É obvio que a concessionária não tem condições mínimas de atendimento rápido ao usuário e de se prevenir desses problemas de tempestade que todo mundo sabe que ocorre", disse. "A concessionária vai ter de indenizar (quem teve prejuízo)."

A AES Eletropaulo não comentou as declarações e informou que vai procurar o governo para esclarecer os problemas. Também não informou o total de atingidos. Em nota, disse que havia reestabelecido 99% das interrupções no começo da noite de ontem, mas bairros de Osasco, Vargem Grande, Cotia, Barueri, Itapevi, Mauá, Ribeirão Pires e Itapecerica da Serra continuavam sem luz. Durante o dia, bairros paulistanos de Santo Amaro, Paralheiros e Saúde, na zona sul, e no Butantã, região oeste, concentraram os apagões.

O aposentado Arnóbio Washington Filho, de 59 anos, conta que nunca havia ficado dois dias sem energia. "É como se voltássemos à pré-história", diz ele, que mora perto da Granja Viana, em Cotia. Os problemas começaram às 13h30 de terça-feira. A energia voltou às 17h30 do mesmo dia, mas uma hora depois foi cortada. Arnóbio teve de colocar em prática uma estratégia de guerra. Ele lançou mão de lanterna, velas e até um lampião a gás mantido para dias de falta de energia. A água de um poço e a que é reciclada após lavagem de roupa compensaram a falta de bombeamento ao bairro por conta da falta de energia. Só ontem, por volta das 16h, a energia foi restabelecida no local.

Água. Os transtornos começaram na terça-feira, quando um ciclone extratropical provocou um vendaval na capital e Grande São Paulo. Sem energia, estações que bombeiam água para os reservatórios pararam. Segundo a Sabesp, oscilações de energia impediram a normalização do abastecimento em municípios da Região Metropolitana e no Grajaú, na zona sul. Osasco, com 60 mil prejudicados, e Grajaú, com cerca de 50 mil, foram as áreas mais afetadas.

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