Alckmin congela R$ 3,6 bi em obras, incluindo a duplicação da Tamoios

Depois de adiar os planos do Metrô, o governo do Estado colocou obras viárias importantes na "geladeira". Estão congeladas a conclusão da Avenida Jacu-Pêssego e até obras prometidas na campanha eleitoral pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), como a ponte entre Santos e Guarujá e a duplicação da Rodovia dos Tamoios. E o pior: não há mais prazo para entrega.

Paulo Saldaña e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2011 | 00h00

 

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A justificativa é a reavaliação de contratos e prioridades. Com custo estimado em R$ 3,6 bilhões, as promessas são repetidas há décadas e foram resgatadas na gestão anterior do governo estadual. Além das cifras bilionárias, são intervenções importantes para milhões de paulistas.

A mais cara delas é a duplicação da Rodovia dos Tamoios, prometida desde os anos 1990. O início das obras chegou a ser anunciado para o segundo semestre de 2009, com custo estimado em R$ 2,7 bilhões, o que não ocorreu. Alckmin afirmou durante campanha que seria a primeira de seu governo, com início programado para o mês passado. O licenciamento ambiental está preparado, mas ainda não há prazo para licitação. A obra, assim como a da ponte, permanece em "fase de estudos técnicos", segundo a Secretaria de Transportes.

O caso é parecido ao da ponte entre Santos e Guarujá. O projeto foi anunciado pela primeira vez há 47 anos e, desde então, abandonado e retomado várias vezes. A última foi em março de 2010, quando o ex-governador José Serra (PSDB) apresentou maquete da ponte e anunciou que abriria licitação em um mês. As intervenções durariam 30 meses após assinatura do contrato, ao custo de R$ 700 milhões. Alckmin reafirmou na campanha o compromisso de fazer a obra, mas agora, com a revisão das prioridades, não há mais previsão para contrato e licitação.

Incompleta. Outra obra sem prazo para terminar é o prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego, que liga Guarulhos a Mauá, cortando a zona leste de São Paulo. A avenida foi entregue ainda incompleta em outubro, após investimentos de R$ 1,9 bilhão, o dobro do estimado no início. Na época, a adequação da iluminação - ainda feita por geradores - foi prometida para o mês seguinte. Já a construção de alças de acesso à pista e das vias marginais seria concluída em março deste ano. As obras estão paradas e o governo assume que não há mais prazo para conclusão.

A interligação da via até a Avenida dos Estados, prometida pelo ex-governador Alberto Goldman (PSDB) para março ao custo de mais R$ 200 milhões, também tem data de entrega indefinida. Segundo a Dersa, "os contratos firmados estão sendo revistos", com o objetivo de "verificar aspectos de natureza técnica". Só depois da revisão é que serão retomadas, com prazo mínimo de quatro meses.

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