Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Alckmin confirma reajuste no transporte e fala em passe livre para estudante

Governador disse que o aumento na passagem "é natural", já que não há mudança nos preços há dois anos, mesmo com aumento da inflação

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

26 Dezembro 2014 | 12h01

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, confirmou nesta sexta-feira, 26, que haverá aumento na tarifa de metrô e trens em 2015. O valor, que conforme antecipado pelo Estado poderia ser entre R$ 3,40 e R$ 3,50, não foi confirmado. "Ela (a tarifa) deve ser reajustada porque já não foi reajustada nesse ano, 2014, e nem em 2013. Então é natural que haja esse reajuste". Ele disse ainda não haver nenhuma definição sobre qual será o valor exato, mas afirmou que o aumento "não será maior que a inflação". 

De acordo com o tucano, que se reuniu na última semana com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é possível que o reajuste seja simultâneo ao dos ônibus na capital. "Sempre conversamos. Você tem a parte de pneus, da Prefeitura, por causa dos ônibus, e a nossa parte de trilhos para trem e metrô. Não dá para fazer uma coisa descolada da outra, porque aí desequilibra o bilhete único".

Alckmin disse ainda que "há estudos" para implementação do passe-livre estudantil no Metrô e na CPTM no próximo ano, assim como anunciado por Haddad para São Paulo no início deste  mês. Ele não detalhou se haveria algum limite de renda ou se a passagem valerá tanto para estudantes de escola pública quanto privada. Na Prefeitura, segundo o secretário de Transporte Jilmar Tatto, todos os estudantes de escola pública terão gratuidade para utilizar ônibus e haverá um limite de renda para alunos de instituições privadas.  

Também não foram fornecidos detalhes sobre que tipo de remanejamento no orçamento será feito para tornar a gratuidade sustentável. "(Os recursos) sempre vêm da tarifa e do tesouro. Nós assumimos a gratuidade. Quem hoje tem gratuidade? Os idosos, pessoas com deficiência. Estudante e professor têm meia entrada. Essa meia entrada o governo paga", disse Alckmin. 

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