Dida Sampaio/Estadão
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Alckmin cobra do governo federal fiscalização de dinamite

Para o governador, reivindicação é necessária para conter onda de ataques a caixas eletrônicos; somente em 2015, foram ao menos 42

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2015 | 15h23

MARÍLIA - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) cobrou nesta terça-feira, 10, do governo federal maior controle sobre a dinamite para conter a onda de ataques a caixas bancários eletrônicos em São Paulo. Só neste ano foram registrados pelo menos 42 ataques com explosivos no Estado, média de um caso por dia. 

"O que precisamos no País inteiro, por parte do governo federal, é aumentar a segurança no uso de explosivos. Quem autoriza o uso é o Exército e é preciso fazer um controle maior da liberação de dinamite", afirmou.

Após lembrar que a fiscalização não é do Estado, mas da federação, o governador disse que os explosivos são conseguidos de forma muito fácil pelos criminosos. "Como estão conseguindo com tanta facilidade o explosivo?", perguntou.

Alckmin cobrou também da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) o uso de tecnologia para enfrentar a ação dos bandidos. "Tem de haver o sistema de manchar as notas nos caixas. Isso acaba com o estouro de caixa eletrônico, porque o ladrão não pode usar a nota, mas isso não está sendo feito."

No que toca ao Estado, segundo ele, a polícia está preparada para enfrentar esse crime. "Esta noite foi presa uma quadrilha, aliás, antes de estourar o caixa eletrônico. Agora vamos saber como eles conseguem a dinamite, quem está fornecendo e quem são os outros membros da quadrilha." 

O governador esteve em Marília, no centro-oeste do Estado, para inaugurar uma central da Polícia Judiciária e entregar 45 viaturas policiais - entre elas veículos de luxo, como a Mitsubishi Pajero.

Acompanhado pelo secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, ele disse que a polícia paulista está bem equipada e o índice de criminalidade está caindo. "O Brasil tem 30 homicídios para mil habitantes, enquanto São Paulo tem 10 homicídios a cada grupo de mil."

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