Alckmin anuncia pacote antienchente, mas não descarta alagamentos este ano

Cinco novos piscinões serão construídos na Grande SP; 'Não tem uma solução só', diz governador

Anne Warth, Agência Estado

04 Março 2011 | 12h48

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, admitiu que o conjunto de obras que o Estado pretende fazer neste ano para combater as enchentes na região Metropolitana da capital não deve impedir que novos problemas ocorram na próxima temporada de chuvas que tem início previsto em setembro. "O que podemos dizer é que a capacidade de reservação do Tietê será ampliada", disse o governador, ao ser questionado sobre a eficácia das obras. "Não tem uma solução só. É um conjunto de medidas que vai minimizar qualquer problema futuro. Se as chuvas não forem tão intensas, certamente o rio vai ficar na calha", acrescentou.

 

Nesta manhã, Alckmin anunciou que o Diário Oficial do Estado de hoje publica os projetos de leilão para o desassoreamento dos rios Tietê e Pinheiros. O governador também informou que o Estado construirá cinco novos piscinões na Grande São Paulo: dois em Guarulhos para reservar as águas do rio Baquirivu; um na Vila Prudente para reservar águas do rio Guamiranga que é uma afluente do Tamanduateí; um em São Bernardo do Campo para conter o Ribeirão dos Couros e um em Mauá, para receber as águas do rio Miranda da Vis, que também é um afluente do Tamanduateí.

 

O piscinão Olaria, localizado em Taboão da Serra, que faz parte da Bacia do Pirajuçara já está em execução e deve ser entregue em novembro, de acordo com Alckmin. E o piscinão Jaboticabal, localizado na divisa entre São Paulo e São Caetano do Sul, que, segundo o governador, será o maior de todos os piscinões de São Paulo, com capacidade para 900 mil m3 e receberá as águas do ribeirão dos Meninos e dos Couros, afluentes do Tamanduateí, aguarda apenas autorização da Caixa Econômica Federal para ser licitado, porque esta obra integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

Alckmin disse ainda que o Estado pretende construir quatro diques, com altura entre um metro e um metro e meio, na marginal do rio Tietê: nas pontes do Limão, Vila Guilherme, Vila Maria e Aricanduva - nesta última ponte, o dique também terá uma bomba para captar a água que invade as pistas da marginal e jogá-la para o rio. O governador não informou nem o prazo nem o custo dessas obras. De acordo com Alckmin, os dique são necessários porque nesses locais as pistas da marginal Tietê são mais baixas, o que facilita a ocorrência de enchentes.

 

O governador prevê a conclusão dos diques antes da próxima temporada de chuvas. Já os piscinões devem ser concluídos em prazo entre dois a três anos. O governador informou também a realização de obras de circunvalação na região da Penha e do Parque Ecológico Tietê. São obras de revestimento do conjunto de valetas e canais das regiões. Segundo ele, serão construídos nove quilômetros de canais. A licitação da obra será publicada no Diário Oficial do Estado na próxima sexta-feira, 11.

 

Também serão construídos dois piscinões no Parque Ecológico com capacidade para captar 1 milhão de m3 de água. O conjunto de obras deve aumentar a capacidade dos piscinões em 2,790 milhões de m3 e devem custar R$ 558 milhões - valor que não inclui os projetos de desassoreamento. Alckmin disse ainda que o Estado deve assumir a manutenção e a limpeza dos piscinões da região metropolitana de São Paulo, exceto os da capital paulista que cuidarão a cargo da Prefeitura.

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