Alckmin anuncia novos valores de pedágio, mas mudanças prometidas ficam para 2012

Tarifas foram calculadas com índices do IGP-M; cálculo com IPCA será feito no ano que vem

Renato Machado, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2011 | 17h30

SÃO PAULO - A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) divulgou na tarde desta segunda-feira os novos valores dos pedágios das rodovias paulistas, que entram em vigor a partir do dia 1º de julho. Todos as tarifas foram corrigidas com base nos índices previstos em contrato, ou seja, não houve por enquanto as mudanças prometidas nos indexadores, que ficarão para o próximo ano.

 

Com a mudança nas 12 rodovias, anunciadas hoje, todas as concessionadas vão adotar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que normalmente fica menor que os demais. Para efeitos de comparação, o IPCA do período usado como base fechou em 6,55% - o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) fechou em 9,77%.

 

O reajuste atual, no entanto, vai usar as regras antigas. As seis concessões mais recentes vão usar o IPCA como base, como o Trecho Oeste do Rodoanel e a Rodovia Ayrton Senna. As mais antigas seguem com o IGP-M. Estão nessa situação rodovias como a Imigrantes, a Bandeirantes e a Castelo Branco. O pedágio da Imigrantes, por exemplo, passou de R$ 18,50 para R$ 20,10.

 

O governo estadual nega que a promessa de revisar os índices esteja sendo descumprida. O argumento é que a atual gestão havia prometido concluir a revisão até o fim do ano e não necessariamente anunciar mudanças nos índices, por exemplo, já para o aumento deste meio do ano. "A revisão dos contratos está sendo feita, está em andamento. O governador prometeu neste ano e o ano termina em dezembro", disse o secretário Saulo de Castro Abreu.

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