Alckmin afirma que PM vai reprimir atos de vandalismo

Segundo o governador, a PM está 'preparada para agir'; Novo ato contra a Copa está marcado para esta segunda-feira, 23, na Avenida Paulista.

Laura Maia de Castro, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2014 | 13h13

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou na manhã deste domingo, 22, que a Polícia Militar está "preparada para agir" e que ela vai reprimir atos de vandalismo, caso eles aconteçam durante a manifestação contra a copa marcada para esta segunda-feira, 23, na Avenida Paulista.

A declaração foi feita após o governador assinar a transferência da administração de 1,7 milhão de metros quadrados do Parque Ecológico do Tietê às prefeituras de Barueri e Santana de Parnaíba neste domingo.

"É crime depredar patrimônio público, patrimônio privado e promover atos de vandalismo. Manifestação é outra coisa, isso é ato criminoso que será reprimido pela polícia e ela está preparada para agir", disse Alckmin.

Sem dar mais detalhes, o governador disse que a polícia "já tem a sua estratégia definida".

O protesto está marcada para às 15h na Praça do Ciclista, na região da Avenida Paulista e até às 13h deste domingo, mil pessoas tinham confirmado presença na página do evento no Facebook. No mesmo dia, acontece a partida entre Brasil e Camarões às 17h em Brasília.

Quebra-quebra. Na última quinta-feira, 19, black blocs depredaram agências bancárias e concessionárias de luxo durante manifestação promovida pelo Movimento Passe Livre (MPL). Oficialmente, o ato tinha como objetivo comemorar um ano de redução das tarifas de ônibus, trens e metrô, de R$ 3,20 para R$ 3, após a onda de protestos de junho do ano passado.

A PM acompanhou de longe a manifestação e, logo após o ato, o comando da polícia afirmou que tinha feito um acordo com o MPL, no qual eles teriam se comprometido com a segurança do evento.

A demora da ação policial durante as depredações foi criticada pelo próprio secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella. Ele admitiu que houve um equívoco por parte da PM ao se manter distante do protesto. “É inadmissível um acordo como foi feito. O acordo possível é para manter a ordem pública e é inaceitável a inércia. Houve uma falha no tempo de resposta da PM na ação daquele grupo de vândalos. A polícia não deveria ter feito acordo e não deveria, evidentemente, ter demorado como demorou para proceder a intervenção”, disse o secretário à Rádio Jovem Pan na sexta-feira, 20.

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