Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Alckmin afirma que ativistas foram presos por 'vários fatores'

Fábio Harano e Rafael Lusvarghi ficaram presos por 45 dias, acusados de porte de material explosivo durante protesto

Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo - Texto corrigido às 15h30

09 Agosto 2014 | 12h58

CAMPINAS - O governador Geraldo Alckmin disse neste sábado, 9, que a prisão dos ativistas Fábio Harano e Rafael Lusvarghi por participarem de um protesto contra a Copa do Mundo em junho ocorreu "por vários fatores". Os dois manifestantes ficaram presos por 45 dias sob acusação de porte de material explosivo durante o protesto realizado na Avenida Paulista, no centro da capital.

Eles foram liberados pela polícia a mando da Justiça. Uma decisão tomada pelo juiz Marcelo Matias Pereira, da 10ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, fundamentou que a falta de comprovação de que a dupla portava explosivos "fragilizava" a necessidade de manter os ativistas presos.

"A prisão foi feita não apenas em razão de ter o material explosivo ou não. Ela foi feita por vários fatores", disse Alckmin, sem explicar quais. O governador esteve neste sábado em Campinas, cumprindo agenda mista - como governador e como candidato à reeleição.

"Decisão judicial se acata. E o processo continua. A pessoa está em liberdade, mas o processo continua. Não houve julgamento ainda desse caso".

Na semana passada, o mesmo juiz negou pedidos de liberdade para outros dois manifestantes, quando, na ocasião, classificou os "black blocs" de "esquerda caviar", expressão de origem francesa usada para descrever ativistas que se dizem socialistas, mas que usufruem do capitalismo.

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