Alckmin afasta sociólogo acusado de vender dados da Segurança Pública

Segundo governador, saída de Túlio Kahn foi motivada por incompatibilidade entre o cargo e atividades paralelas

Gustavo Uribe, Agência Estado

01 Março 2011 | 13h20

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta terça-feira, 1º, a substituição do sociólogo Túlio Kahn no comando da Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), da Secretaria de Segurança Pública do Estado. A saída de Kahn, segundo Alckmin, foi motivada por uma incompatibilidade do cargo público e suas funções na iniciativa privada. Ele é acusado de vender informações sobre a Segurança no Estado através de sua empresa.

 

O ex-chefe do CAP teria repassado dados do governo de São Paulo por meio de serviços da Angra Consultoria, da qual é sócio, segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. As informações discriminariam detalhes de furtos e assaltos ocorridos no Estado de São Paulo, dados que não são divulgados pelo governo estadual.

 

"Ele fez um bom trabalho nessa área, de estatística e interpretação dos índices de segurança de São Paulo. É um profissional competente", elogiou. "Mas essa atividade empresarial é incompatível com o cargo que ocupa. Então, ele será substituído hoje das suas funções."

 

A divulgação dos dados, segundo o governador, não prejudicou o trabalho do governo estadual na área de segurança. De acordo com Alckmin, a divulgação dessas informações é uma questão "a ser estudada" pelo governo de São Paulo.

 

Alckmin negou que o governo estadual teria recomendado ao sociólogo que abrisse uma empresa de consultoria, contrariando o que Kahn havia dito. "Imagine, não, não. Imagine se o governo vai recomendar a alguém que tenha uma atividade paralela", afirmou. Kahn havia argumentado que o governo teria sugerido a ele a abertura da empresa.

 

Após evento na capital paulista, o governador disse que o novo nome para assumir o posto deve ser escolhido ainda hoje pelo secretário da pasta, Antonio Ferreira Pinto.

 

Saúde. O governador participou de evento de assinatura de decreto que concede reajuste de 22% no valor da bolsa paga a médicos residentes que atuam em hospitais estaduais ou que tenham convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). O vencimento, que era de R$ 1.916, passou para R$ 2.338, a partir de hoje, retroativo a 1º de janeiro.

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