Alckmin admite usar PM para abordar dependente

O governador Geraldo Alckmin admitiu ontem a possibilidade de usar a Polícia Militar para abordar e internar dependentes de drogas na cracolândia. Anteontem, ele havia anunciado que o Estado começaria a fazer internações involuntárias de usuários de crack. Questionado sobre a presença da PM na ação, disse: "Pode não ser necessário, pode ser necessário. Ninguém quer agredir ninguém, ninguém quer violentar ninguém, o que se quer é dar a mão".

MARIANA LENHARO, O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2013 | 02h02

Ele voltou a afirmar que a medida de internação involuntária deve ter início em até dez dias. O trabalho, segundo o governador, será feito por equipes formadas por profissionais de saúde. Ao se depararem com casos mais graves, "em que a pessoa está correndo risco de vida, extremamente debilitada, em dificuldade até de tomar decisões", o dependente poderá ser levado ao Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), no Bom Retiro.

Se a equipe médica considerar necessário internar o dependente e ele se recusar, ela poderá solicitar à Justiça a internação involuntária. Dentro do Cratod, atuarão - além da equipe de saúde - um juiz, um promotor e advogado designados pela Comissão Antidrogas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A Justiça, portanto, avaliará o pedido de internação imediatamente. Caso o pedido seja autorizado, a equipe fará a internação compulsória.

A internação involuntária também poderá ser feita mediante pedido de pais e familiares de dependentes químicos.

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