Alberto Sayão

PROFESSOR DE ENGENHARIA GEOTÉCNICA DA PUC DO RIO

, O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2011 | 00h00

1. Quais fatores foram preponderantes para a catástrofe na região serrana?

Há vários fatores em uma tragédia excepcionalmente grande. Choveu muito no dia e já estava chovendo antes. O solo vai perdendo a capacidade de absorção. Mas há um fator social e político importante envolvido, relacionado à ocupação desordenada.

2. Por que áreas não apontadas como de risco foram atingidas?

A casa embaixo e mais distante do morro teoricamente não tem risco. Mas lá no morro, nas encostas, as invasões vão aumentando com o tempo. Quando há uma enxurrada, são vários os detritos e entulhos dessas casas que se juntam à água que desce para o pé do morro, para os rios.

3. Isso cria uma avalanche então?

Exatamente. Tem também o lixo que as famílias geram e vem junto. A água descendo sozinha é uma coisa, mas trazendo restos de casas escoa de maneira violenta, em um volume e com uma força muito maior.

4. O que pode ser feito?

É preciso um gerenciamento das encostas. A Geo-Rio, que faz isso na capital fluminense, tem conseguido resultados. É um trabalho amplo, de identificação de áreas de risco, de casas a serem removidas, de evitar invasões e fazer obras de drenagem, entre outras ações.

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