Alarme dispara e público fotografa telas na reabertura do Masp

Orientadores não contiveram público, que fotografou obras roubadas em dezembro; sensor dispara alarme

Felipe Werneck, de O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2008 | 14h35

Sob forte esquema de segurança, o Museu de Arte de São Paulo (Masp)  reabriu ao público nesta sexta-feira, 11, após o roubo - e restituição - das obras "O Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, e "O Lavrador de Café", de Candido Portinari. Durante toda a manhã, o alarme disparou e os cinco funcionários responsáveis pela orientação do publico tiveram dificuldade de impedir as pessoas de fotografar as telas que voltaram à exposição.  Veja Também: EXCLUSIVO: assista ao vídeo com imagens do roubo Masp não tinha seguro para os quadros de Picasso e PortinariLadrões roubam quadros de Portinari e Picasso do MaspBrasil é o quarto do mundo em roubo de obras culturaisBlog do Daniel Piza: um roubo, uma crise e a tristeza Veja galeria de fotos do roubo da Masp  Veja como foi o roubo no Masp  Cento e trinta e duas pessoas aguardavam na fila na manhã desta sexta-feira, 11, para a reabertura do museu, fechado por 21 dias. O primeiro a chegar foi o professor de história do ensino fundamental Donizette Justino de Oliveira, 42 anos, de Sorocaba. Para chegar ao local, ele pegou um ônibus e metrô.  "Como as aulas começam semana que vem, aproveitei o fim das férias e vim hoje. Quero, depois, voltar com os meus alunos", disse ele, que é pós-graduado em Historia da Arte.  Apesar de ter sido o segundo a comprar a entrada, Jaime Cesar do Amaral Damasceno , que veio de Roraima com a mulher dois filhos, foi o primeiro a entrar no segundo andar e ver as obras roubadas. Enquanto o professor dava entrevistas a rádios, Damasceno subiu. O alarme instalado nos acessos ao museu disparou, segundo a assessoria de imprensa, porque foi provocado pela aproximação, de cinegrafistas e fotógrafos, a sensores instalados na escada principal, por onde os criminosos entraram.  Muita gente tirou fotos das telas, apesar da proibição - apenas imprensa estava autorizada -, e os orientadores não conseguiram controlar público, que ultrapassou a distância fixada no chão do museu.  O número de orientadores de público foi mantido e havia mais três seguranças armados no segundo andar, onde ficam as telas roubadas.  (Com Rodrgio Brancatelli)

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