Alagoas: falsos alertas causam fuga em massa

Ainda sob o trauma das cheias que devastaram o interior de Alagoas em 2010, centenas de moradores de pelo menos seis cidades alagoanas começaram a fugir em pânico para áreas distantes das bacias hidrográficas dos Rios Mundaú e Paraíba, após receberem cinco avisos equivocados de inundações. As chuvas que caem no Estado desde o fim da semana passada deram uma trégua, mas o nível dos rios continua alto. Ao todo, as enchentes deste ano deixaram mais de 6 mil desabrigados no Estado, provocaram a morte de uma criança e colocaram 11 municípios em estado de emergência.

Ricardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2011 | 00h00

Entre quarta e quinta-feira, a população dos municípios de Santana do Mundaú, União dos Palmares, Murici, Rio Largo, Paulo Jacinto e Quebrangulo começou a ficar inquieta, após interpretar de forma equivocada avisos para que ficasse em alerta para a possibilidade de o nível das águas subir, mas dentro dos limites de sua calha. Sem entender direito o aviso, os moradores de área de risco entraram em pânico e passaram a reproduzir as notícias de inundações que não se confirmaram.

Moradores das cidades de Rio Largo e São José da Laje, atingidas pelas cheias do ano passado, também ficaram preocupados com boatos de que barragens em Alagoas e Pernambuco haviam rompido, em virtude de um problema em Catende, cidade pernambucana. Técnicos do governo do Estado correram para explicar que as águas da cidade não afetam a bacia hidrográfica do Rio Mundaú.

Ônibus. Na quinta-feira passada, a Defesa Civil Estadual começou a distribuir alimentos, roupas e demais donativos para os desabrigados das chuvas deste ano em Alagoas. As famílias que perderam suas casas estão alojadas em escolas públicas, clubes sociais, ginásios de esportes e até ônibus destinados ao transporte escolar.

Por falta de prédios públicos em condições de abrigar as vítimas das chuvas, a prefeitura de Jundiá resolveu acomodar parte das famílias dentro dos ônibus usados para transportar os estudantes da cidade. Metade das casas ainda está debaixo da água. A população sofre também com falta de água potável, alimentos e remédios.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.