Alagoas avança, mas ainda assusta

Maior mortalidade e 2ª pior expectativa de vida

WAL SOUZA / MACEIÓ , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2013 | 02h09

Após enfrentar dificuldades financeiras e depender do dinheiro do programa federal Bolsa Família por 4 anos, para complementar a renda familiar, a auxiliar de serviço gerais Lúcia Maria Santos Oliveira, de 44 anos, saiu do patamar de vulnerabilidade social no qual esteve inserida e abandou a fileira da pobreza.

A situação só começou a melhorar, segundo a alagoana, há dois anos, após voltar ao mercado de trabalho aos 42 anos e o filho de 19 anos conseguir o primeiro emprego. Neste momento, com aumento real na receita familiar, ela se desvinculou do programa social abrindo mão do recurso que serviu como aporte financeiro por anos.

"Passamos momentos difíceis. Como eu não tinha trabalho, vivia como diarista, fazendo trabalho de limpeza, lavando e passando roupa. Como o dinheiro era incerto para quem tinha a obrigação de sustentar a família, o cadastro no Bolsa Família foi fundamental. Até porque, diante das necessidades, meu filho teve de dividir o tempo de estudo com o trabalho (aos 13 anos), para ajudar nas despesas", conta.

Esse roteiro de trabalho cedo e dificuldades leva a uma expectativa de vida no Estado de 69,2 anos em 2010. Um acréscimo de 13,5 anos em relação a 1980, mas a segunda menor do País.

Já a mortalidade infantil, de 30,2 óbitos por mil nascimentos em 2010, é a maior do País; apesar de estar longe dos 111,6 óbitos registrados em 1980 (queda de 73%).

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